Varejo Alimentar
Lucro do Assaí dispara 93,6% e chega a R$ 344 milhões no segundo trimestre
Por Redação - Em 07/08/2026 às 11:36 AM

A receita líquida somou R$ 19,175 bilhões, crescimento de 0,9%, enquanto a receita bruta atingiu R$ 21,382 bilhões, avanço de 2,4%
O Assaí encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 344 milhões, alta de 93,6% sobre o mesmo período do ano passado. Apesar do crescimento modesto da receita, a companhia apresentou melhora expressiva na estrutura financeira, reduziu o endividamento e reforçou a expectativa de encerrar o ano com alavancagem inferior a 2 vezes.
O lucro líquido contábil alcançou R$ 537 milhões, avanço de 103,4% na comparação anual. Já o Ebitda ajustado permaneceu praticamente estável em R$ 1 bilhão, com margem de 5,6%, ligeiramente abaixo dos 5,7% registrados no segundo trimestre de 2025.
A receita líquida somou R$ 19,175 bilhões, crescimento de 0,9%, enquanto a receita bruta atingiu R$ 21,382 bilhões, avanço de 2,4%. Segundo a companhia, parte dessa diferença decorre de alterações no regime de substituição tributária em São Paulo, estado que responde por cerca de 40% das vendas da rede.
Nas lojas em operação há mais de um ano, as vendas cresceram 0,9%, desconsiderando o efeito calendário. A empresa informou ainda que a realização da Copa do Mundo reduziu aproximadamente 1 ponto percentual desse indicador, devido ao fechamento antecipado das unidades nos dias de jogos e à menor demanda por compras de abastecimento.
Mesmo diante do consumo mais cauteloso, o fluxo de clientes continuou em expansão. Mais de 40 milhões de consumidores passaram pelas lojas da rede no trimestre, um crescimento de 3,4%, enquanto a participação de mercado avançou 0,3 ponto percentual na base de mesmas lojas.
A melhora também apareceu nas despesas financeiras. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 421 milhões, redução de 25,5% em relação ao prejuízo financeiro de R$ 565 milhões registrado um ano antes. A empresa atribui o desempenho à redução da dívida, à queda dos custos com antecipação de recebíveis e aos efeitos da trajetória dos juros.
O processo de desalavancagem permaneceu como um dos principais destaques do trimestre. O índice de alavancagem caiu para 2,37 vezes, frente a 3,17 vezes há um ano e 2,52 vezes no trimestre anterior. No período de 12 meses, a dívida líquida, somada aos recebíveis descontados, recuou R$ 1,385 bilhão, encerrando junho em R$ 12,399 bilhões.
A posição de caixa também avançou. A disponibilidade financeira, considerando recebíveis não descontados, atingiu R$ 7 bilhões, crescimento de 20,9% na comparação anual. Com esse cenário, a companhia informou que pretende manter a redução do endividamento como prioridade e avalia que não será necessário recorrer a novas captações de recursos pelos próximos dois anos.
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