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Embraer lucra R$ 1,11 bilhão no 2º trimestre e dobra projeção de geração de caixa em 2026

Por Redação - Em 10/08/2026 às 11:53 AM

Embraer

O faturamento anual deve ficar entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões, enquanto são esperadas entregas de 80 a 85 aeronaves comerciais e de 160 a 170 jatos executivos

A Embraer encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 1,11 bilhão, resultado 25% superior aos R$ 890,3 milhões registrados no mesmo período do ano passado. O desempenho levou a fabricante brasileira de aeronaves a revisar para cima suas projeções de rentabilidade e geração de caixa para o ano.

A receita líquida alcançou R$ 11,3 bilhões entre abril e junho, avanço de 10% em relação ao segundo trimestre de 2025 e o maior valor já registrado pela companhia para o período. O EBIT ajustado chegou a R$ 1,5 bilhão, enquanto o EBITDA ajustado somou R$ 1,81 bilhão, com margens de 13,4% e 16%, respectivamente.

Com os novos números, a Embraer passou a projetar margem EBIT ajustada entre 10% e 10,6% em 2026. Anteriormente, a estimativa variava de 8,7% a 9,3%. A previsão para o fluxo de caixa livre também mudou de forma significativa, passando de US$ 200 milhões para pelo menos US$ 400 milhões.

A companhia, no entanto, manteve as projeções de receita e de entregas. O faturamento anual deve ficar entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões, enquanto são esperadas entregas de 80 a 85 aeronaves comerciais e de 160 a 170 jatos executivos.

Caixa volta ao campo positivo

Um dos principais movimentos do trimestre ocorreu na geração de caixa. Depois de consumir R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre, a Embraer registrou fluxo de caixa livre ajustado positivo de R$ 2 bilhões entre abril e junho. O resultado foi favorecido pelo desempenho operacional e pelos adiantamentos de clientes relacionados às vendas.

O avanço também aparece na comparação com o começo do ano. No primeiro trimestre, a empresa havia registrado lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões. Entre abril e junho, o resultado superou R$ 1 bilhão.

Parte da margem registrada no segundo trimestre, entretanto, foi influenciada por efeitos extraordinários. O balanço incorporou crédito tributário de US$ 68 milhões, parcialmente compensado por US$ 8 milhões relacionados às tarifas de importação dos Estados Unidos. Sem esses impactos, a margem EBIT ajustada teria ficado em 10,6%.

Entregas avançam 20% no semestre

O ritmo de produção também ganhou força. A Embraer entregou 65 aeronaves no segundo trimestre, contra 44 unidades nos três primeiros meses do ano.

No acumulado do primeiro semestre, foram 109 aviões entregues, volume aproximadamente 20% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

O crescimento das receitas foi puxado por diferentes áreas da companhia. Defesa & Segurança avançou 22% na comparação anual, Aviação Executiva cresceu 19% e Serviços & Suporte registrou expansão de 11%. A Aviação Comercial apresentou queda de 2%, influenciada pela composição dos modelos entregues no período.

Carteira alcança US$ 34,5 bilhões

Outro indicador que atingiu nível recorde foi a carteira de pedidos. O backlog chegou a US$ 34,5 bilhões ao fim de junho, crescimento de 16% em 12 meses e o sétimo recorde trimestral consecutivo.

Em Defesa & Segurança, a carteira cresceu 42%, impulsionada, entre outros fatores, pela encomenda do C-390 Millennium feita pela Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos.

Na Aviação Comercial, os pedidos acumulados somaram US$ 15,1 bilhões. O programa E2 ultrapassou a marca de 500 encomendas firmes.

Os números do segundo trimestre reforçam a mudança de patamar operacional da Embraer em 2026. Mesmo sem elevar sua previsão de receita ou de quantidade de aeronaves entregues, a fabricante espera terminar o ano com margens maiores e geração de caixa pelo menos duas vezes superior à estimativa apresentada anteriormente.

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