MEIOS DE PAGAMENTO
Pix chega a 80 bilhões de transações e movimenta mais de R$ 35 trilhões em um ano
Por Redação - Em 10/08/2026 às 3:11 PM

Em 2025, os pagamentos feitos por pessoas físicas para pessoas jurídicas representaram 43% de todas as operações
O Pix ampliou sua presença na economia brasileira em 2025, com crescimento tanto no número de operações quanto nos valores movimentados. Foram quase 80 bilhões de transações ao longo do ano, avanço de 25,7% em relação a 2024, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC).
Em valores, a expansão foi ainda maior. As operações realizadas pela infraestrutura movimentaram mais de R$ 35 trilhões em 2025, crescimento de 33,8% na comparação anual.
Os números fazem parte da segunda edição do Relatório de Gestão do Pix e mostram uma transformação no perfil de utilização do sistema desde seu lançamento, em 2020. Além das transferências entre pessoas, o Pix ganhou espaço como instrumento para pagamento de compras e serviços.
Em 2020, primeiro ano de funcionamento do sistema, 85% das operações eram realizadas entre pessoas físicas. Cinco anos depois, a distribuição das transações apresenta um cenário diferente.
Em 2025, os pagamentos feitos por pessoas físicas para pessoas jurídicas representaram 43% de todas as operações. A participação aumentou quatro pontos percentuais em apenas um ano e 37 pontos desde 2020.
Os números indicam que essa categoria representava apenas 6% das operações no início do Pix.
Para o Banco Central, a mudança demonstra o amadurecimento do sistema, que deixou de ser utilizado principalmente para transferências entre indivíduos e passou a ocupar posição relevante nos pagamentos do varejo brasileiro.
Apesar dos mais de R$ 35 trilhões movimentados no ano, a maior parte das transações é composta por valores relativamente baixos.
De cada 100 operações realizadas pelo Pix em 2025, 71 envolveram quantias de até R$ 100.
Nas transferências entre pessoas físicas, 59% dos pagamentos ficaram em até R$ 60. Na outra ponta, 21% superaram R$ 200.
O predomínio das pequenas quantias é ainda maior quando o dinheiro sai de pessoas físicas para empresas. Nesse grupo, 76% das operações tiveram valores de até R$ 60, enquanto apenas 8% ultrapassaram R$ 200.
A concentração de pagamentos de menor valor reforça a expansão do Pix em operações cotidianas e ajuda a explicar o avanço da ferramenta no comércio.
Os dados de 2025 também revelam uma diferença no ritmo de crescimento dos principais indicadores. Enquanto a quantidade de operações avançou 25,7%, o valor financeiro movimentado aumentou 33,8%.
O desempenho mantém a trajetória de expansão registrada desde a criação do sistema. Para o Banco Central, fatores como recebimento imediato dos recursos, menores custos, facilidade de utilização e integração com ferramentas de gestão financeira contribuíram para aumentar a utilização pelas empresas.
Cinco anos depois de sua estreia, o Pix chega a uma escala de quase 80 bilhões de operações anuais e mais de R$ 35 trilhões movimentados. Ao mesmo tempo, com 43% das transações partindo de consumidores para empresas e 71% envolvendo até R$ 100, os números mostram que a expansão não ocorre apenas em volume: o sistema passou a ocupar espaço cada vez maior nos pagamentos do dia a dia dos brasileiros.
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