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Petrobras confirma petróleo na Foz do Amazonas e prevê concluir perfuração em 15 dias

Por Redação - Em 18/08/2026 às 12:01 AM

Magda Chambriard Foto Agência Brasil

“Tem petróleo, tem descoberta. Ainda não sabemos quanto”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard FOTO: Agência Brasil

A Petrobras pretende ampliar os investimentos exploratórios na Margem Equatorial após encontrar petróleo no poço pioneiro de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou, nessa segunda-feira (17), que a companhia está “extremamente otimista” com os primeiros resultados, embora ainda não seja possível determinar o tamanho da descoberta.

A perfuração do poço deverá ser concluída em aproximadamente 15 dias. Depois dessa etapa, a Petrobras precisará delimitar a descoberta para avaliar a extensão do reservatório e estimar quanto petróleo poderá efetivamente ser recuperado.

“Tem petróleo, tem descoberta. Ainda não sabemos quanto”, afirmou Magda durante coletiva de imprensa em Oiapoque, no Amapá. Segundo a executiva, a companhia continuará investindo e explorando a região para dimensionar seu potencial.

A declaração ocorreu durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao navio-sonda ODN II, responsável pela descoberta anunciada na sexta-feira (14).

Reposição de reservas

Além do potencial específico de Morpho, a Petrobras vê a exploração da Margem Equatorial como parte de uma estratégia de longo prazo para renovar suas reservas e sustentar a produção brasileira depois do pico esperado para o pré-sal.

Atualmente, cerca de 80% do petróleo produzido no Brasil vem do pré-sal, segundo Magda. A estimativa apresentada pela presidente da companhia é que essa produção alcance seu pico entre 2034 e 2035.

O desafio está no período posterior. Sem novas reservas entrando em produção, a tendência seria de redução gradual da oferta. Magda alertou que o país poderia voltar à condição de importador de petróleo caso não avance na exploração de novas fronteiras.

O Brasil ocupa atualmente a posição de sétimo maior produtor mundial de petróleo, de acordo com a executiva. Para a Petrobras, a reposição de reservas será determinante para preservar a relevância do país no mercado global nas próximas décadas.

Novos poços

A descoberta em Morpho é apenas uma das frentes previstas pela estatal na região. A Petrobras aguarda licenciamento para perfurar outros três poços no mesmo bloco exploratório.

A companhia também possui outras cinco áreas previstas para novas perfurações, ampliando a perspectiva de uma campanha exploratória mais extensa na Margem Equatorial.

Apesar do otimismo da estatal, a presença de petróleo no poço ainda não permite concluir se a descoberta terá viabilidade comercial. O tamanho do reservatório, o volume recuperável e as características geológicas precisarão ser avaliados nas próximas etapas.

Os resultados de Morpho ganham relevância justamente por ocorrerem enquanto a Petrobras busca novas reservas capazes de complementar, no longo prazo, a produção do pré-sal. A conclusão da perfuração e os estudos de delimitação serão os próximos indicadores do potencial da Foz do Amazonas para integrar essa estratégia.

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