Cenário político

Camilo Santana descarta disputa no Ceará em 2026 e aposta em articulação nacional no Nordeste

Por Suzete Nocrato - Em 26/01/2026 às 10:50 AM

Camilo SantanaMinistro da Educação Camilo Santana reafirmou a candidatura do governador Elmano de Freitas à reeleição. Foto: Divulgação

Em entrevista concedida ao jornal O Globo neste domingo, o ministro da Educação, Camilo Santana, voltou a afastar qualquer possibilidade de disputar o Governo do Ceará nas eleições de 2026. Segundo ele, sua atuação política estará voltada para o fortalecimento da reeleição do governador Elmano de Freitas e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com atenção especial à articulação política no Nordeste, região estratégica para o projeto governista.

Camilo reiterou que o palanque governista no Ceará está definido e consolidado, reforçando que o candidato é Elmano. A decisão de permanecer fora da disputa estadual, explicou, está diretamente ligada a uma estratégia mais ampla: ampliar sua presença política em escala regional e nacional, com maior liberdade para contribuir com a campanha presidencial de 2026. Para isso, pretende capitalizar sua relação próxima com governadores e senadores nordestinos, ampliando o diálogo e a coordenação política.

Ao analisar o processo de reorganização da oposição no Ceará, reconheceu que o ex-ministro Ciro Gomes surge como o principal nome do campo oposicionista e como o adversário mais competitivo do governador Elmano de Freitas, que buscará a reeleição.

Sem confirmar formalmente uma saída imediata do Ministério da Educação (MEC), Camilo indicou a intenção de intensificar sua presença política no Ceará e em outros estados do Nordeste, com o objetivo de fortalecer alianças e evitar, segundo suas próprias palavras, “retrocessos” no cenário político. Nos bastidores, cresce a expectativa de que ele assuma um papel estratégico na coordenação política da campanha presidencial, sobretudo no Nordeste — região considerada decisiva para a reeleição de Lula.

Ao comentar o contexto político nacional, o ministro discordou da avaliação de que o cenário eleitoral de 2026 será mais adverso para o governo federal e para o Palácio da Abolição. Para ele, os resultados eleitorais recentes e os indicadores administrativos reforçam a posição do grupo governista. Camilo citou como exemplo a eleição do PT em Fortaleza, apontando o resultado como um sinal relevante de força política, embora tenha reconhecido que a segurança pública permanece entre os principais desafios — no Ceará e em todo o Brasil.

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