GEOPOLÍTICA & CRISE

China envia ajuda ao Irã e amplia presença diplomática em meio à escalada no Oriente Médio

Por Suzete Nocrato - Em 19/03/2026 às 12:12 AM

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O anúncio foi feito pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian.

Em meio à intensificação da crise no Oriente Médio, a China anunciou o envio de ajuda humanitária emergencial ao Irã, que enfrenta um conflito direto com os Estados Unidos e Israel desde 28 de fevereiro. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (17/3) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian. O cenário já registra dezenas de cidades bombardeadas e mais de 5 mil feridos apenas na primeira semana de confrontos, evidenciando a dimensão da crise humanitária internacional.

A iniciativa não se limita ao território iraniano. Pequim também anunciou assistência ao Líbano, Iraque e Jordânia, ampliando sua atuação regional em um momento de instabilidade crescente. O Líbano, em particular, vive nova escalada de tensão após bombardeios em áreas controladas pelo grupo Hezbollah e o anúncio, por parte de Israel, do início de uma operação terrestre no sul do país na segunda-feira (16.mar).

Ao comentar o cenário, Lin Jian enfatizou o impacto humanitário do conflito: “O conflito atual causou profundas calamidades humanitárias para o povo do Irã e de outros países da região, e a China expressa sua solidariedade e condolências aos povos afetados”.

Segundo o porta-voz, o país segue empenhado em esforços diplomáticos para conter a escalada e evitar o agravamento da crise. A atuação reforça o papel da China como um dos principais atores na busca por estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

O movimento também evidencia uma estratégia mais ampla de projeção internacional. Esta é a segunda vez em poucos meses que Pequim direciona ajuda a países sob forte pressão dos EUA. Em janeiro, o governo chinês enviou 30.000 toneladas de arroz a Cuba, em resposta à crise de abastecimento agravada por sanções americanas, incluindo a interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano, que resultou em apagões e escassez de alimentos.

A nova ofensiva diplomática e humanitária posiciona a China como protagonista em um cenário global marcado por tensões e disputas de influência, ampliando seu protagonismo em temas como cooperação internacional, segurança energética e gestão de crises — elementos centrais na reconfiguração da ordem global contemporânea.

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