Agenda eleitoral
Congresso retoma trabalhos com agenda encurtada por eleições
Por Suzete Nocrato - Em 02/02/2026 às 10:35 AM

Sessão conjunta do Congresso Nacional está prevista para as 15 horas, no Plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Agência Senado
Deputados e senadores se reúnem em sessão conjunta do Congresso Nacional nesta segunda-feira (2) para inaugurar a 4ª sessão legislativa da 57ª Legislatura, correspondente ao último dos quatro anos do ciclo iniciado em 2023. A solenidade marca oficialmente o início dos trabalhos legislativos de 2026 e está prevista para as 15 horas, no Plenário da Câmara dos Deputados.
Apesar do caráter simbólico da abertura, o calendário legislativo tende a ser mais curto em função das eleições de outubro. A expectativa é de esvaziamento do Congresso a partir de julho, o que deve concentrar as votações no primeiro semestre. Na Câmara, os trabalhos começam ainda nesta segunda-feira, com sessão de votação prevista para a noite e a análise da medida provisória do Gás do Povo.
A condução da sessão caberá ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP). Durante a cerimônia, será lida a mensagem do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual estarão detalhadas as prioridades do Poder Executivo para o ano legislativo. O Poder Judiciário também deverá encaminhar uma comunicação formal aos parlamentares, seguindo o rito institucional da abertura dos trabalhos.
A presença do presidente da República na entrega da mensagem é opcional. Tradicionalmente, o Palácio do Planalto envia o texto por meio de um representante do Executivo. Após a leitura da mensagem presidencial, será a vez do representante do Supremo Tribunal Federal (STF) se manifestar. Em seguida, discursará o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), cabendo a Davi Alcolumbre o pronunciamento final que encerra a sessão. Os demais parlamentares não fazem uso da palavra.
A abertura do ano legislativo é precedida por um rito histórico, herdado das cerimônias de inauguração da República. A tradição inclui a passagem de tropas em revista, a execução do Hino Nacional, uma salva de tiros de canhão e a presença dos Dragões da Independência na rampa do Congresso Nacional — unidade militar criada por Dom João VI, em 1808. Em plenário, deputados e senadores recebem oficialmente a mensagem com as diretrizes do governo federal, que orientam os debates e votações ao longo do ano.
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