Investigação parlamentar
CPI do INSS revela movimentação de R$ 19,5 milhões em contas de Fábio Luís Lula da Silva
Por Suzete Nocrato - Em 05/03/2026 às 1:33 PM

Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Foto: Arquivo
A CPI do INSS, instalada no Congresso Nacional para investigar fraudes no sistema previdenciário, teve acesso a dados bancários que apontam movimentação de R$ 19,5 milhões em contas do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os valores resultam da quebra de sigilo bancário e fiscal aprovada pela comissão e referem-se a transações realizadas em uma conta no Banco do Brasil entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro deste ano. No período, foram registrados R$ 9,774 milhões em créditos e R$ 9,758 milhões em débitos.
A análise dos dados ocorre em paralelo às investigações da Polícia Federal, autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração busca esclarecer possíveis relações comerciais entre Lulinha e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso sob suspeita de participação em um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas.
Nos registros analisados pela CPI do INSS, aparecem também três transferências feitas pelo presidente Lula, que somam R$ 721,3 mil. A maior delas, de R$ 384 mil, ocorreu em 22 de julho de 2022, período que antecedeu o início da campanha presidencial. As outras duas transferências foram realizadas em 27 de dezembro de 2023, no fim do primeiro ano do atual mandato.
Segundo a explicação apresentada por Fábio Luís, os valores decorrem de “adiantamento de legítima herança aos filhos do presidente, devolução de custos arcados por Fábio Luís da época emergencial em que Lula esteve ilegalmente preso, ou de empréstimo à L.I.L.S. Palestras, da qual Fábio Luís possui cotas recebidas por herança”.
Em nota, a defesa do empresário afirmou que as movimentações financeiras têm origem legítima e ressaltou que “é gritante a ausência de menção a qualquer elemento ligado às fraudes do INSS, o alegado objeto investigativo da quebra de sigilo”. Segundo os advogados, grande parte das transações envolve rendimentos de investimentos e operações entre empresas de Lulinha, como a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia, ambas sediadas em São Paulo.
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