Mundo em Alerta
Crise no Irã entra em contagem regressiva com ofensiva de Trump
Por Julia Fernandes Fraga - Em 06/04/2026 às 6:46 PM

Presidente falou em coletiva nesta segunda, 6. Foto: Reprodução/Instagram
Durante entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom da guerra no Irã ao afirmar que o país pode ser “destruído em uma noite” caso não aceite um acordo de cessar-fogo dentro do prazo estabelecido por Washington.
O ultimato americano fixa como limite a terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília), para que Teerã apresente um acordo considerado “satisfatório”. Segundo Trump, a alternativa seria uma ofensiva direta contra estruturas estratégicas iranianas.
“Estamos indo muito bem. Em um nível que ninguém nunca viu antes. O país inteiro poderia ser destruído em uma noite. E essa noite pode ser amanhã à noite”, declarou.
Pressão sobre infraestrutura e energia
O presidente norte-americano afirmou que, sem acordo, os Estados Unidos devem atingir pilares da infraestrutura iraniana, incluindo plantas energéticas e pontes — movimento que ampliaria o impacto do conflito para além do campo militar.
Entre as exigências centrais está a reabertura do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo global. Trump sugeriu, inclusive, que os EUA poderiam assumir o controle da via marítima e cobrar pedágio de embarcações.
“Eu preferiria fazer isso a deixar que eles ficassem com isso. Nós somos os vencedores”, advertiu.
Teerã reage e eleva o tom
A resposta do Irã veio em tom de confronto direto. O comando militar do país classificou as declarações como “ilusórias” e afirmou que não compensam a “humilhação” sofrida pelos Estados Unidos na região.
Em pronunciamento na TV estatal, um porta-voz militar criticou Trump, dizendo que suas falas são “grosseiras e insolentes” e não alteram o equilíbrio estratégico no Oriente Médio.
Já o líder supremo, Mojtaba Khamenei, reforçou o discurso de resistência ao sustentar que ações classificadas como “terrorismo” não irão interromper a atuação das forças iranianas. A declaração ocorre após a morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, anunciada por Israel.
Mediação falha e impasse
Uma proposta de cessar-fogo intermediada pelo Paquistão foi rejeitada por ambos os lados.
Trump classificou o texto como “significativo, mas insuficiente”, enquanto o Irã indicou preferir um acordo definitivo para encerrar o conflito — e não apenas uma trégua temporária.
Pressão jurídica internacional
As declarações do presidente americano também ampliam o debate jurídico internacional. As normas do direito de guerra proíbem ataques deliberados a estruturas civis, o que pode configurar crime de guerra em tribunais internacionais.
Ainda assim, Trump minimizou a preocupação ao ser questionado sobre o tema e utilizou termos ofensivos ao se referir aos iranianos, reforçando o ambiente de tensão.
Irã desafia ultimato de Trump: Ormuz jamais retomará status anterior
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