Bastidores políticos
Disputa pelo TCU ganha força na Câmara e Hugo Motta articula votação já na próxima semana
Por Suzete Nocrato - Em 12/03/2026 às 1:50 PM

Presidente da Câmara, Hugo Motta, indica que a escolha será na próxima semana. Foto: Douglas Gomes/CD Presidência
A movimentação nos bastidores da Câmara dos Deputados indica que a escolha do novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) pode entrar em pauta já na próxima semana. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sinalizado a aliados a intenção de avançar rapidamente com o processo, aberto após a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz.
Nos círculos próximos ao comando da Câmara, a leitura predominante é que o atual cenário da disputa beneficia o deputado Odair Cunha (PT-MG). A eventual eleição do parlamentar mineiro também atenderia a um acordo político previamente firmado entre a presidência da Câmara e o PT, fortalecendo a estratégia de composição dentro da Casa.
O deputado Federal cearense Danilo Forte também é candidato. Na semana passada, o parlamentar anunciou sua desfiliação do União Brasil, criticando o “jogo de postergação da presidência do partido” para decidir a candidatura ao TCU. Ele aguardava um cronograma desde o ano passado para que o partido decidisse seu candidato, mas o partido fez vários adiamentos.
A definição do calendário e da eventual inclusão do tema na pauta deve ser discutida inicialmente na reunião de líderes, etapa tradicional antes da votação em plenário.
Fragmentação entre candidatos
Nos bastidores, aliados de Hugo Motta avaliam que a disputa tende a beneficiar Odair Cunha sobretudo pela fragmentação entre os demais concorrentes. Deputados de partidos de centro e de direita também entraram na corrida pela cadeira no TCU, ampliando o número de candidaturas.
Um fator que reforça a possibilidade de votação rápida é o calendário legislativo. Entre os dias 16 e 20, a Câmara dos Deputados terá sessões presenciais, momento considerado estratégico para deliberações sensíveis.
Nas semanas seguintes, o plenário deve funcionar em formato remoto, devido à janela partidária — período em que parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perda de mandato. Tradicionalmente, esse intervalo reduz a presença de deputados em Brasília, dificultando votações que exigem articulação intensa.
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