Clima hostil

Eduardo Leite invoca respeito às funções públicas ao responder a vaias em evento com Lula

Por Julia Fernandes Fraga - Em 20/01/2026 às 5:15 PM

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Governador gaúcho justificou a presença como “dever institucional”. Foto: Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado pela plateia durante uma solenidade no estado, nesta terça-feira (20), que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Diante das manifestações, o governador reagiu, dizendo que aquilo não representava “o amor que venceu o medo” e pedindo que os presentes mantivessem o respeito. Ele afirmou estar cumprindo seu papel institucional e destacou que tanto ele quanto o presidente foram eleitos pelo mesmo povo.

A situação ocorreu na assinatura de contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, dentro do Programa Mar Aberto, que prevê investimentos federais de R$ 2,8 bilhões. Os equipamentos serão produzidos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas, e terão operação sob a Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Polarização crescente

Durante a fala, Leite frisou que respeita o cargo de Lula e que espera o mesmo tratamento. O episódio, segundo ele, simboliza o acirramento da polarização política. O governador gaúcho relembrou o resultado apertado da última eleição presidencial e, citando um mote governista, disse que não é possível falar em “união e reconstrução” enquanto se “hostiliza quem pensa diferente”. Para Eduardo, a reação da plateia apenas “incendeia ódio, rancor e mágoa” em parte da população.

Ele reforçou que, se o Brasil deseja superar divisões, é necessário respeitar funções, ambientes institucionais e divergências políticas. O governador lembrou também que a cerimônia não era “um comício eleitoral” e que a busca por união exige convivência democrática genuína.

Eduardo Leite concluiu dizendo que, embora pense diferente do presidente, fez questão de comparecer para reafirmar compromisso institucional e defender um ambiente político menos hostil. 

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