Guinada conservadora

Eleição na Colômbia reposiciona forças políticas na América do Sul

Por Julia Fernandes Fraga - Em 22/06/2026 às 7:42 PM

Saveclip.app 729721833 18367963171226413 389203220194567617 N

José Manuel Restrepo Abondano, ex-ministro da Fazenda, completa a chapa como vice. Foto: Reprodução/Instagram

A liderança de Abelardo de la Espriella na apuração preliminar da eleição presidencial da Colômbia sinaliza uma mudança relevante no mapa político sul-americano. Se confirmada pelo escrutínio oficial, a vitória do candidato da direita encerrará a experiência do primeiro governo de esquerda da história colombiana e se juntará ao avanço de lideranças conservadoras na região.

Com 49,66% dos votos no preconteo, contra 48,7% do senador Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro, De la Espriella terminou a noite eleitoral com vantagem de cerca de 250 mil votos. O resultado, porém, ainda depende da validação oficial prevista pela legislação colombiana.

Advogado e empresário, o candidato construiu sua campanha com forte discurso de combate ao crime organizado, redução do tamanho do Estado e aproximação com os Estados Unidos. Admirador declarado de Donald Trump e do presidente salvadorenho Nayib Bukele, transformou a pauta da segurança em um dos principais eixos da disputa.

Novo modelo regional

A eventual confirmação do resultado fortalece a presença de governos de direita na América do Sul e redesenha parte do equilíbrio político regional. A repercussão foi imediata: Trump parabenizou De la Espriella e manifestou expectativa de ampliar a cooperação entre Estados Unidos e Colômbia nas áreas de segurança, imigração e comércio.

A eleição também contou com observação internacional. Representando o Brasil, o ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo, integrou a missão da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), que acompanhou a votação e a apuração preliminar.

Desafio de governar

Se assumir a Presidência, o principal desafio será construir maioria política em um país que saiu das urnas dividido. A diferença apertada entre os candidatos e a fragmentação do Congresso indicam que a governabilidade poderá ser tão decisiva quanto a vitória eleitoral.

Mais notícias

Ver tudo de IN Poder