Protagonismo Brasileiro
Em missão oficial ao Japão, Igor Lucena eleva as relações estratégicas entre Brasil e o país asiático
Por Julia Fernandes Fraga - Em 24/02/2026 às 5:42 PM

Compromissos diplomáticos marcaram a participação em programa promovido pelo governo japonês. Fotos: Reprodução/Instagram
Em um momento de reconfiguração das relações internacionais e fortalecimento dos eixos estratégicos na Ásia e América Latina, o economista e doutor em Relações Internacionais, Igor Lucena, participou de programa oficial promovido pelo Ministério das Relações Exteriores do Japão, iniciativa voltada ao aprofundamento das relações bilaterais com países parceiros — com atenção especial ao Brasil.

Durante a estadia, o economista foi recebido pela princesa Kako de Akishino. Foto: Roberto Dziura Jr./AEN
A agenda institucional, realizada em território japonês, incluiu compromissos na sede do ministério, reuniões com o Departamento da América Latina e Caribe, visitas à Dieta Nacional do Japão e encontros com organismos ligados à cooperação internacional, investimentos e política cultural.
O ponto central da programação foi a audiência oficial com Sua Alteza Imperial, a Princesa Kako de Akishino — gesto de elevado simbolismo diplomático que reforça o reconhecimento institucional ao trabalho desenvolvido na aproximação entre Brasil e Japão por meio da cultura, economia criativa e diálogo internacional.
Brasil–Japão: uma relação estratégica
O Brasil abriga a maior comunidade japonesa fora do Japão, fator que historicamente consolida a relação bilateral como uma das mais relevantes do eixo Ásia–América Latina.
Além dos laços históricos, a parceria envolve comércio, cooperação tecnológica, investimentos industriais e intercâmbio educacional. Nesse contexto, iniciativas que combinam cultura e institucionalidade passam a ocupar papel estratégico dentro da diplomacia contemporânea.
A participação no programa sinaliza um movimento mais amplo de fortalecimento de conexões institucionais e ampliação do diálogo em áreas que transcendem a política tradicional.
Cultura como vetor de inserção internacional
Reconhecido por sua atuação na promoção do intercâmbio Brasil–Japão por meio do Sana — um dos maiores eventos de cultura pop e japonesa da América Latina — Igor Lucena tem defendido a cultura como instrumento estruturado de soft power.
Mais do que entretenimento, plataformas dessa natureza operam como ambientes de projeção internacional, formação de capital simbólico e conexão entre juventude, mercado e política externa.
A economia criativa, hoje integrada às agendas estratégicas globais, funciona como porta de entrada para cooperação educacional, inovação e expansão de redes institucionais.
Diplomacia contemporânea e protagonismo regional
Único representante nordestino no grupo convidado, Lucena amplia a presença brasileira em fóruns institucionais de alto nível e reforça o papel da região Nordeste no diálogo internacional.
Em um cenário global marcado por disputas narrativas, reposicionamento geopolítico e busca por novas alianças, a diplomacia cultural surge como ferramenta complementar à diplomacia econômica — conectando tradição, inovação e estratégia.
A agenda no Japão sinaliza que o intercâmbio Brasil–Japão avança para além dos vínculos históricos e consolida-se como eixo de cooperação estruturada, combinando soft power, institucionalidade e oportunidades de médio e longo prazo.
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