Geopolítica Global

Escalada no Oriente Médio eleva tensão internacional e mobiliza apelos por cessar-fogo imediato

Por Suzete Nocrato - Em 19/03/2026 às 3:00 PM

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António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, apela para a contenção imediata do conflito no Oriente Médio. Foto: Manon Cruz/REUTERS

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um apelo direto para a contenção imediata do conflito no Oriente Médio. Na quinta-feira, 19/3, ele pediu que Estados Unidos e Israel encerrem a guerra e solicitou ao Irã que interrompa os ataques contra países vizinhos. “Está mais do que na hora de acabar com essa guerra que corre o risco de ficar completamente fora de controle”, disse Guterres aos repórteres em Bruxelas, após reunião com líderes da União Europeia.

Além da escalada militar, o chefe da ONU alertou para riscos econômicos globais, defendendo o fim do fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento energético mundial. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países foi realizado em Teerã, atingindo alvos considerados estratégicos. Segundo autoridades americanas, foram atingidos sistemas de defesa aérea, aviões e outras estruturas militares, além da morte de integrantes do alto escalão iraniano.

Em resposta, o regime iraniano ampliou o alcance de suas ações militares, promovendo ataques em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades de Teerã afirmam que os alvos são interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas regiões.

Impacto humano

O impacto humano já é significativo: mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA, enquanto a Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos diretamente ligadas aos ataques iranianos.

O conflito também se expandiu para o Líbano, com a atuação do Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, que intensificou ações em retaliação à morte de Ali Khamenei. Em resposta, Israel passou a realizar ofensivas aéreas contra posições do grupo no território libanês, resultando em centenas de mortes e ampliando o risco de uma guerra regional de maiores proporções.

Com a perda de parte significativa de sua liderança, um conselho iraniano elegeu um novo líder supremo, movimento que tem gerado reações internacionais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou descontentamento com a escolha, afirmando que deveria estar envolvido no processo e classificando o nome de Mojtaba como “inaceitável” para a liderança do país. O episódio evidencia o grau de tensão diplomática e a complexidade do cenário, que segue em rápida evolução e com repercussões globais.

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