Oriente em Chamas
Escalada no Oriente Médio expande conflito regional com novos ataques entre Israel e Hezbollah
Por Suzete Nocrato - Em 02/03/2026 às 8:00 AM

Sul do Líbano é bombardeado por Israel, após retaliação do Hezbollah por morte do aiatolá Ali Khamenei. Foto: Jalaa Marey
A intensificação da guerra no Oriente Médio ganhou novos contornos na madrugada desta segunda-feira, 2 de março, ampliando o tabuleiro geopolítico que já envolve EUA, Israel e Irã. Após o ataque conjunto americano-israelense contra o território iraniano no sábado, a crise avançou para o Líbano, com trocas de ofensivas entre as forças israelenses e o Hezbollah, aprofundando o risco de um conflito de grandes proporções na região.
Explosões foram registradas nos arredores de Beirute, enquanto o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel advertiu a população para se preparar para um confronto prolongado. A ampliação do embate reforça o temor de que a guerra — já espalhada por praticamente todos os países do entorno após a retaliação maciça do Irã contra bases militares americanas em países árabes e de maioria islâmica — avance ainda mais.
O conflito chega ao terceiro dia sem qualquer perspectiva de cessar-fogo. EUA e Israel realizaram milhares de ataques aéreos em território iraniano, inclusive na capital, Teerã. Em resposta, o Irã disparou drones e mísseis contra Israel e aliados americanos no Golfo Pérsico, elevando o nível de alerta internacional e pressionando cadeias globais estratégicas.
Hezbollah e a retaliação pela morte de Khamenei
O Hezbollah anunciou ter lançado foguetes contra território israelense durante a madrugada, classificando a ação como resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Israel afirmou ter reagido com ataques a alvos ligados ao grupo extremista ao sul de Beirute. A mídia estatal libanesa informou que pelo menos 31 pessoas morreram.
No domingo, os militares americanos comunicaram a morte de três soldados dos Estados Unidos em uma base no Kuwait. No mesmo dia, outras nove pessoas morreram em um ataque no centro de Israel. Já a mídia estatal iraniana relatou que ao menos 115 pessoas, muitas delas crianças, morreram em uma escola primária feminina próxima a uma base naval no sul do Irã.
As autoridades libanesas, citadas pela mídia estatal, confirmaram na manhã de segunda-feira que pelo menos 31 pessoas morreram no Líbano em decorrência de ataques aéreos israelenses.
Estratégia americana
O presidente Donald Trump apresentou a ofensiva como uma tentativa de desmantelar grande parte das capacidades militares iranianas e abrir caminho para a derrubada do regime da República Islâmica, no poder há décadas. Em entrevista ao The New York Times, afirmou que os Estados Unidos pretendem manter os ataques por “quatro ou cinco semanas”.
Críticos sustentam que o governo americano carece de um objetivo final claro e alertam para o aumento gradual das baixas civis e militares.
Trump declarou ainda que novos líderes iranianos teriam sinalizado interesse em dialogar, afirmando estar disposto a negociar. Contudo, na manhã de segunda-feira, 2, Ali Larijani, principal autoridade de segurança nacional do Irã, escreveu nas redes sociais que a República Islâmica não negociará com os Estados Unidos, acrescentando que o “pensamento ilusório” de Trump arrastou a região para uma guerra desnecessária que apenas beneficiou Israel.
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