Conflito internacional
Espanha, França e Itália se distanciam de ofensiva dos EUA e Israel contra o Irã
Por Redação - Em 31/03/2026 às 12:49 PM

A ofensiva teve início em 28 de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses lançaram ataques coordenados contra alvos estratégicos em território iraniano FOTO: Agência de Notícias da República Islâmica
A escalada do conflito no Oriente Médio tem ampliado divisões entre aliados ocidentais. Espanha, França e Itália passaram a adotar posições mais críticas ou restritivas em relação às ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o Irã, evidenciando um racha dentro do bloco europeu.
A ofensiva teve início em 28 de fevereiro de 2026, quando forças americanas e israelenses lançaram ataques coordenados contra alvos estratégicos em território iraniano, incluindo instalações militares e centros de comando. A operação atingiu mais de mil alvos nos primeiros dias e provocou forte reação internacional.
Em resposta, o Irã retaliou com ataques a países do Golfo que abrigam bases dos EUA, ampliando o risco de um conflito regional mais amplo.
No campo diplomático, a Europa passou a demonstrar divergências. A Espanha adotou a postura mais dura ao fechar completamente seu espaço aéreo e restringir o uso de bases militares para operações relacionadas à guerra, classificando a ofensiva como contrária ao direito internacional.
A Itália seguiu na mesma linha ao negar o uso de bases estratégicas, enquanto a França também impôs limitações ao trânsito de aeronaves militares ligadas às operações, reforçando a resistência de parte dos aliados à estratégia de Washington.
O movimento contrasta com a posição de outros países europeus que, embora evitem participação direta, mantêm algum nível de apoio político ou logístico às ações.
A divergência ocorre em meio ao agravamento do cenário geopolítico, com impactos diretos no mercado de energia. Ataques a infraestruturas estratégicas e o fechamento do Estreito de Ormuz elevaram as incertezas sobre o fornecimento global de petróleo e gás.
O impasse evidencia um momento de tensão inédita entre aliados históricos, com a Europa buscando equilibrar compromissos com os Estados Unidos e a pressão interna para evitar envolvimento direto em um conflito de larga escala.
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