Articulação Política
Estratégia eleitoral de Lula pode incluir MDB na chapa para vice, indica Camilo Santana
Por Julia Fernandes Fraga - Em 26/02/2026 às 5:44 PM

Dirigindo o Ministério da Educação desde 2023, Camilo foi eleito senador em 2022 com mandato até 2031. Foto: Douglas Filho/Portal IN
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou – em entrevista à Folha de S. Paulo – que a eventual ampliação de alianças em torno da reeleição de Lula em 2026 pode levar à discussão sobre a composição da vice-presidência na chapa presidencial.
Embora tenha destacado que “não há candidato melhor” do que a manutenção do atual vice-presidente Geraldo Alckmin, Camilo reconheceu que o ambiente de polarização política no Brasil exige a construção de uma base mais ampla de sustentação eleitoral.
“A prioridade é do Geraldo Alckmin, que é uma pessoa extraordinária, correta e leal. Porém, o país está muito polarizado. Quanto mais ampliar o arco de alianças, melhor”, afirmou o ministro.
A declaração sinaliza um movimento estratégico de diálogo com partidos de centro, especialmente o MDB, apontado por Camilo como o aliado com maior viabilidade para integrar uma composição futura na chapa de Lula 2026.
MDB no radar da articulação política
Segundo o ministro, dirigentes do MDB têm demonstrado disposição para aproximação com o presidente Lula, e a discussão sobre eventual participação na chapa presidencial pode fazer parte desse processo.
“O partido mais próximo, que teria viabilidade, é o MDB. Pode ser que haja diálogo com outros, mas é um caminho natural dentro de uma estratégia de aliança política nacional”, disse.
Camilo lembrou que o MDB já integrou governo do PT no passado, ao citar a eleição de Michel Temer como vice de Dilma Rousseff. Apesar do desfecho político daquele ciclo, o ministro indicou que o histórico não inviabiliza novas tentativas de aproximação.
Possíveis nomes para vice de Lula
Caso a ampliação da aliança evolua para uma discussão sobre a vice na eleição presidencial de 2026, Camilo mencionou nomes que considera relevantes dentro do MDB, como o ministro dos Transportes, Renan Filho, ou o governador do Pará, Helder Barbalho.
Ele também citou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, como um “grande nome”, reiterando que qualquer eventual mudança dependeria de negociação política e viabilidade eleitoral.
“Isso teria que ser discutido com o próprio Alckmin. Primeiro é preciso avaliar a viabilidade e colocar a discussão na mesa”, ponderou.
Polarização eleitoral como fator estratégico
Na avaliação do ministro, o atual cenário de polarização eleitoral no Brasil tende a favorecer a construção de alianças políticas amplas, diante da consolidação da disputa entre campos opostos e da redução do espaço para candidaturas de terceira via.
“O Brasil está muito dividido. Dependendo do número de candidatos, a eleição presidencial de 2026 pode ser decidida já no primeiro turno”, refletiu.
Para Camilo Santana, esse ambiente reforça a necessidade de articulações que ultrapassem as bases tradicionais do campo progressista e ampliem o diálogo com setores do centro político.
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