Eleições 2026

Família Bolsonaro articula candidaturas e amplia tensão na corrida ao Senado no DF e em SC

Por Julia Fernandes Fraga - Em 13/02/2026 às 6:13 PM

Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro detalhou os planos do clã em entrevista recente. Foto: Agência Brasil

O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) indicou que integrantes da família disputarão as eleições de 2026, com ênfase estratégica no Senado. A Casa Legislativa é vista por setores da direita, sobretudo, como estratégica devido ao seu papel institucional.

Em entrevista recente ao programa Pânico Jovem Pan, ele mencionou a possível candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao Senado pelo Distrito Federal, reafirmou Carlos Bolsonaro (PL) como pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e apontou a intenção do vereador Renan Bolsonaro (PL), de Balneário Camboriú, de concorrer a deputado federal no Estado.

Vai todo mundo ser pré-candidato a alguma coisa, […] então acho que vai ficar mais ou menos cada um me ajudando dentro da sua”, declarou.

Sobre contar com o apoio do Centrão como estratégia eleitoral, o senador fluminense sustenta que “não tem nenhum sentido dispensar pessoas ou partidos do Centrão que queiram o apoiar”, pois sabe que “eles também têm esse objetivo maior de olhar para um Brasil diferente”. A definição do candidato a vice-presidente, segundo ele, será feita mais adiante para ampliar alianças.

Disputas no DF e em SC

No Distrito Federal, a corrida ao Senado tende a ser competitiva. O senador Izalci Lucas (PL) avalia disputar o governo local ou buscar a reeleição, enquanto o governador Ibaneis Rocha (MDB) já declarou intenção de concorrer à Casa. No PL, a deputada federal Bia Kicis é pré-candidata, enquanto a esquerda articula os nomes de Erika Kokay (PT-DF) e Ricardo Cappelli (PSB). Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher, já há algum tempo também é citada como postulante a uma das vagas abertas em 2026.

Já em Santa Catarina, a disputa pelas duas vagas do Senado abriu um racha na direita e pode levar à saída da deputada federal Caroline de Toni do PL. O Partido Novo formalizou convite para que ela concorresse pela sigla, mas não houve avanço nas conversas. O impasse se intensificou após a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro (PL), que desorganizou um acordo interno do PL envolvendo Caroline e um nome do PP.

Como o Estado foi fortemente bolsonarista em 2022, o apoio do PL e de Jair Bolsonaro tornou-se central. Em meio às negociações, Valdemar Costa Neto sugeriu que a deputada disputasse como vice na chapa de reeleição do governador Jorginho Mello (PL-SC), posto também ventilado para Adriano Silva (Novo) e o senador Esperidião Amin (PP), que ainda decide se tentará a reeleição.

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