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G7 diz estar pronto para agir e reforça apoio à segurança do Estreito de Ormuz

Por Redação - Em 22/03/2026 às 12:01 AM

O Estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do comércio global de petróleo, sendo considerado um dos pontos mais sensíveis para a segurança energética mundial

Os países do G7 afirmaram estar preparados para adotar medidas com o objetivo de garantir o abastecimento global de energia diante da escalada de tensões no Oriente Médio. Em comunicado conjunto, os ministros das Relações Exteriores do grupo destacaram a importância de proteger rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, fundamental para o transporte de petróleo e gás.

A manifestação ocorre em meio ao agravamento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e aliados, que tem elevado o risco de interrupções no fluxo energético internacional. O grupo, formado por Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, além da União Europeia, reforçou apoio a parceiros da região e condenou ataques a infraestruturas civis, incluindo instalações de energia.

O Estreito de Ormuz concentra uma parcela significativa do comércio global de petróleo, sendo considerado um dos pontos mais sensíveis para a segurança energética mundial. Nos últimos dias, ameaças à navegação e ataques a ativos energéticos têm pressionado mercados e elevado a volatilidade dos preços.

Diante desse cenário, o G7 indicou que poderá lançar mão de diferentes instrumentos para estabilizar a oferta, incluindo ações coordenadas para garantir o transporte seguro de cargas e, se necessário, o uso de estoques estratégicos. A possibilidade já vinha sendo discutida pelo grupo nas últimas semanas, diante da disparada das cotações internacionais do petróleo.

A sinalização, no entanto, não detalha medidas imediatas, refletindo cautela das principais economias diante da complexidade do conflito. Ainda assim, o posicionamento reforça a preocupação com impactos diretos sobre inflação, cadeias logísticas e crescimento global.

A mobilização internacional também evidencia o risco de ampliação da crise para além do Oriente Médio, caso haja bloqueio prolongado de rotas marítimas ou novos ataques a instalações estratégicas. O desfecho dependerá da evolução do conflito e da capacidade de coordenação entre os países para preservar o fluxo de energia no curto prazo.

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