Sucessão política

Haddad ganha tração no mercado e entra no radar como alternativa a Lula em 2026

Por Redação - Em 09/04/2026 às 10:23 AM

Lula E Haddad Foto Agência Brasil

Fernando Haddad, que inicialmente enfrentava resistência do mercado, passou a ser percebido como um interlocutor mais previsível e moderado FOTO: Agência Brasil

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, passou a ser visto por agentes do mercado financeiro como uma possível alternativa para a sucessão presidencial dentro do campo governista, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não dispute a eleição de 2026.

Segundo informações publicadas na coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o nome de Haddad vem ganhando espaço entre investidores e analistas, impulsionado pela condução da política econômica e pelo diálogo mais frequente com o setor financeiro.

De acordo com a coluna, o ex-ministro, que inicialmente enfrentava resistência do mercado, passou a ser percebido como um interlocutor mais previsível e moderado. Essa mudança de percepção ocorre em um contexto de busca por estabilidade fiscal e continuidade de políticas econômicas, fatores considerados estratégicos por investidores.

Nos bastidores, a avaliação é que Haddad reúne características que agradam parte do mercado, como capacidade de negociação com o Congresso e disposição para construir consensos em torno de medidas fiscais. Esse perfil tem contribuído para reduzir ruídos e aumentar a confiança de agentes econômicos, mesmo em um cenário ainda marcado por incertezas.

A movimentação ocorre em meio às discussões sobre o cenário eleitoral de 2026. Embora Lula siga como principal liderança do campo governista e ainda não tenha descartado totalmente uma nova candidatura, a possibilidade de substituição começa a ser considerada por diferentes atores políticos e econômicos.

Nesse ambiente, Haddad surge como um nome competitivo dentro do próprio governo, especialmente por ocupar uma das áreas mais sensíveis da gestão — a economia — e por ter histórico eleitoral, tendo sido candidato à Presidência em 2018.

A análise publicada pela Folha indica que, mais do que uma definição política imediata, o movimento reflete uma reorganização de expectativas no mercado financeiro, que passa a mapear alternativas viáveis para a continuidade da agenda econômica nos próximos anos.

Assim, ainda que o cenário eleitoral permaneça aberto, o avanço da percepção positiva sobre Haddad sinaliza uma mudança relevante na relação entre governo e mercado, além de reposicionar o ministro como peça central nas articulações para 2026.

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