COMPUTADORES PARA INCLUSÃO
Inclusão digital avança no Brasil e supera a sua meta com impacto social crescente
Por Marcelo Cabral - Em 03/01/2026 às 7:21 AM
Com o avanço acelerado da tecnologia e a digitalização crescente dos serviços essenciais, o acesso ao mundo digital deixou de ser um diferencial para se tornar um direito básico. É nesse contexto que o programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações (MCom), consolida-se como uma das iniciativas mais estratégicas do Brasil para promover cidadania na era digital.

Laboratórios levam acesso ao mundo digital a milhares de pessoas Foto: Peter Neylon/MCom
Em 2025, o Ceará tornou-se um dos protagonistas dessa transformação, ao receber 32 novos laboratórios de informática, implantados a partir da doação de 216 computadores recondicionados. E esses equipamentos carregam histórias, uma vez que foram recuperados por pessoas de baixa renda, alunas do próprio projeto, que encontraram na tecnologia não apenas capacitação, mas novas perspectivas de futuro.
À frente da Pasta, o ministro Frederico de Siqueira Filho destaca o caráter estruturante do programa. A proposta, segundo ele, é ampliar continuamente o alcance da iniciativa, levando inclusão digital às regiões mais vulneráveis de cada estado brasileiro. “Hoje, o acesso a serviços básicos e a bancos é feito por aplicativos. Quem não sabe usar essas ferramentas está excluído de muitos benefícios. A ideia é não deixar nenhuma pessoa fora desse universo digital e transformar nossa sociedade, tornando-a totalmente conectada”, afirma.
O coração do programa está nos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), presentes em quase todo o País. Nesses espaços, equipamentos descartados por bancos e órgãos públicos ganham nova vida. Após o recondicionamento, tornam-se a base para a criação de laboratórios de informática em escolas públicas, associações comunitárias, instituições sem fins lucrativos e localidades rurais e remotas – muitas vezes, o primeiro contato dessas comunidades com o universo digital.
Além da infraestrutura, o programa investe em capital humano. Pessoas de diferentes idades, especialmente de baixa renda, participam dos cursos oferecidos nos CRCs, aprendendo desde manutenção de computadores e celulares até fundamentos de informática e novas tecnologias. Ao final do processo, saem capacitadas para ingressar no mercado de trabalho, fechando um ciclo virtuoso que une sustentabilidade, educação e inclusão social.
Os resultados são expressivos. Desde sua criação, em 2010, o Computadores para Inclusão já doou 67 mil computadores a 1.298 municípios brasileiros, beneficiando mais de 5.300 pontos de inclusão digital – número que supera, com antecedência, a meta inicial de 60 mil equipamentos previstos até o fim de 2026. Paralelamente, mais de 66 mil alunos foram capacitados em 304 cursos ofertados pelos 27 CRCs atualmente em operação no Brasil.
Mais notícias
tecnologia





























