Conflito no Golfo

Irã promete cessar ataques e garantir navegação em Ormuz por duas semanas

Por Redação - Em 07/04/2026 às 10:13 PM

Ministro Das Relações Exteriores Iraniano, Abbas Araqchi

A medida foi comunicada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, após a sinalização de um possível cessar-fogo também por parte dos Estados Unidos

O Irã anunciou que irá suspender suas ações militares e assegurar a circulação de embarcações no Estreito de Ormuz por um período de duas semanas, em um movimento que sinaliza tentativa de redução das tensões no Oriente Médio.

A medida foi comunicada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, após a sinalização de um possível cessar-fogo também por parte dos Estados Unidos. Segundo o governo iraniano, a interrupção dos ataques está condicionada à ausência de novas ofensivas ou ameaças contra o país.

Além da trégua militar, Teerã garantiu que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz durante 14 dias, com coordenação das Forças Armadas iranianas e observância de restrições técnicas na operação da rota marítima.

O anúncio ocorre em um momento crítico para a segurança energética global. O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo transportado por via marítima, o que torna qualquer interrupção na região um fator de impacto direto sobre preços e cadeias logísticas internacionais.

Nas últimas semanas, a escalada do conflito reduziu drasticamente o tráfego marítimo, com quedas de até 70% na circulação de petroleiros e dezenas de embarcações retidas fora da rota por questões de segurança.

A promessa de normalização temporária da navegação ocorre após episódios de forte volatilidade no mercado de energia, com o petróleo registrando altas expressivas diante do risco de desabastecimento global.

Apesar do sinal de distensão, analistas avaliam que o cenário permanece instável. A trégua de duas semanas é considerada uma janela limitada para negociações diplomáticas, em um contexto ainda marcado por incertezas geopolíticas e risco de novos confrontos.

A evolução das negociações nos próximos dias será determinante para definir se a região caminha para uma descompressão do conflito ou para uma nova rodada de instabilidade com efeitos globais sobre energia, comércio e mercados financeiros.

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