Tensão energética

Irã volta a fechar Ormuz e eleva risco de ruptura no cessar-fogo no Oriente Médio

Por Redação - Em 08/04/2026 às 3:45 PM

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores energéticos do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo global transportado por via marítima

O Irã voltou a interromper o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), intensificando a crise geopolítica no Oriente Médio e ampliando os riscos para o abastecimento global de energia. A medida ocorre após novos ataques de Israel ao Líbano, que Teerã classificou como violação do cessar-fogo firmado recentemente.

Segundo fontes ligadas ao governo iraniano, a decisão inclui o bloqueio do trânsito marítimo sem autorização, com ameaças diretas da Marinha de destruir embarcações que tentarem cruzar a rota estratégica. Ainda assim, alguns navios previamente autorizados conseguiram atravessar o estreito sob supervisão iraniana.

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores energéticos do mundo, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo global transportado por via marítima. Qualquer restrição na região tende a provocar forte impacto nos preços internacionais do petróleo e no custo de combustíveis.

A escalada atual se insere em um conflito mais amplo iniciado no fim de fevereiro, quando ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos desencadearam uma reação militar em cadeia. Desde então, o estreito passou a ser utilizado por Teerã como instrumento de pressão estratégica, com bloqueios parciais e controle seletivo do tráfego marítimo.

Além da dimensão econômica, o movimento amplia a instabilidade diplomática na região. Autoridades iranianas já indicaram que podem romper definitivamente o cessar-fogo caso as ofensivas israelenses no Líbano continuem, o que elevaria o risco de um conflito regional mais amplo.

O episódio reacende o alerta no mercado global de energia, que acompanha a possibilidade de novos choques de oferta em um cenário já pressionado por tensões militares e incertezas geopolíticas.

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