
Prefeito de Recife, João Campos, intensificou conversas com o PT e o PDT. Foto: Edson Holanda/PCR
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), planeja lançar sua candidatura ao governo de Pernambuco nesta sexta-feira, 20/3, consolidando um movimento estratégico após concluir entregas relevantes de sua gestão municipal. Nos bastidores, o gestor intensificou conversas com Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Democrático Trabalhista (PDT) para estruturar uma chapa competitiva e ampliar sua base de apoio.
No desenho político em construção, as vagas ao Senado devem ser ocupadas por Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). Já a posição de vice-governador tende a ser destinada a Carlos Costa (Republicanos), irmão do ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho (Republicanos), evidenciando uma articulação que conecta forças regionais e federais.
O ministro, por sua vez, pleiteava uma vaga ao Senado, mas deve disputar novamente para deputado federal. Ele também deve ter um papel na coordenação da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reforçando a integração entre o cenário estadual e o projeto nacional.
Disputa acirrada
Do outro lado do tabuleiro, o grupo da governadora Raquel Lyra (PSD), que buscará a reeleição, aposta na neutralidade do presidente da República durante o primeiro turno, descartando sua presença no estado nesse período. A estratégia visa equilibrar forças em uma disputa que promete ser altamente competitiva.
Inicialmente, Raquel Lyra apostava em uma composição com Marília Arraes, mas a ex-deputada oficializou sua filiação ao PDT na noite de quarta-feira, 18/3, alterando o cenário político. No mesmo dia, João Campos — que também preside nacionalmente o PSB — reuniu-se com Carlos Lupi e Edinho Silva, em um encontro que reforçou o alinhamento estratégico entre as legendas.
Em uma postagem conjunta, os três líderes registraram: “excelente conversa entre os presidentes Edinho, João Campos e Carlos Lupi na construção de uma estratégia nacional, que compreende a importância dos arranjos estaduais para o fortalecimento do projeto de reeleição do Presidente Lula”. A articulação evidencia o peso de Pernambuco no xadrez político nacional e a busca por uma frente ampla capaz de sustentar projetos de poder em diferentes escalas.