Pesquisa Big Data

Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no segundo turno; Ratinho Jr. se consolida no PSD

Por Julia Fernandes Fraga - Em 03/03/2026 às 4:42 PM

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Pesquisa foi publicada nesta terça-feira, 3. Foto: Montagem

A nova rodada da pesquisa Real Time Big Data, registrada sob o código BR-09353/2026, aponta um cenário de polarização consolidada e um empate técnico que coloca o mercado político em alerta para o segundo turno.

Foram consultados 2.000 eleitores em todo o Brasil, de 28 de fevereiro a 2 de março. A confiança é de 95%.

O panorama do primeiro turno

No cenário principal de primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança com 39% das intenções de voto. Logo atrás, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 32%, consolidando-se como o principal herdeiro do capital político da direita.

A terceira via, capitaneada pelo PSD, mostra o governador do Paraná, Ratinho Jr., como o nome mais resiliente do grupo, pontuando 9%. Outros nomes do centro-direita, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), flutuam entre 2% e 5% dependendo do cenário testado.

A disputa no segundo turno: equilíbrio limítrofe

O dado mais sensível para o ecossistema político é a projeção de segundo turno. A distância entre Lula e Flávio Bolsonaro encolheu para a margem de erro: Lula: 42% e Flávio: 41%. 

O empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais indica uma resiliência do bolsonarismo mesmo com a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL), que ainda detém 4% na pesquisa espontânea.

“Fator PSD” e a competitividade dos governadores

A pesquisa evidencia que o PSD detém as chaves da competitividade fora da polarização direta:

Ratinho Jr. é o adversário mais difícil para Lula em um eventual segundo turno (43% a 39%);

Ronaldo Caiado e Eduardo Leite mantêm distâncias maiores, mas preservam o recall de gestão em seus respectivos estados.

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Avaliação de gestão: o termômetro de Brasília

O desempenho eleitoral de Lula encontra eco na avaliação do seu governo. Atualmente, 46% dos entrevistados consideram a gestão péssima, enquanto 26% a classificam como ótima ou boa. A aprovação pessoal do presidente está em 44%, contra uma reprovação de 51%, refletindo o desafio do governo em converter políticas públicas em popularidade direta em 2026.

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