Disputa Presidencial

Lula lidera Flávio por 42% a 33% no 1º turno; cenário é de empate técnico no 2º

Por Fernando Benevides - Em 27/07/2026 às 4:43 PM

Pesquisa BTG/Nexus mostra vantagem de nove pontos para o presidente na primeira etapa, enquanto simulações de confronto direto apontam disputas mais equilibradas com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema

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Flávio e Lula – disputa polarizada entre os dois candidatos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 42% das intenções de voto, contra 33% do senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27). A vantagem é de nove pontos no primeiro turno, mas diminui nas simulações para a etapa decisiva: Lula e Flávio aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno.

No principal cenário estimulado, depois dos dois líderes aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%; Renan Santos (Missão), com 5%; e Romeu Zema (Novo), com 3%.

Os números mostram uma corrida ainda fortemente concentrada nos dois principais campos políticos, ao mesmo tempo em que revelam um desempenho diferente dos candidatos quando a pesquisa simula confrontos diretos.

Segundo turno reduz as distâncias

Na simulação entre os dois primeiros colocados, Lula aparece com 47% e Flávio Bolsonaro com 43%. Considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais, o cenário é de empate técnico.

O mesmo ocorre em outros confrontos testados pela Nexus. Contra Ronaldo Caiado, Lula registra 45%, diante de 43% do candidato do PSD. Em uma disputa com Romeu Zema, oficializado nesta segunda-feira pelo Novo, o presidente marca 46%, contra 42% do ex-governador de Minas Gerais.

Já contra Renan Santos, Lula alcança 47%, enquanto o candidato do Missão registra 39%, diferença superior à margem de erro.

A pesquisa apresenta, portanto, duas fotografias distintas: Lula mantém vantagem relevante no primeiro turno, mas encontra disputas mais equilibradas quando o eleitor precisa escolher entre apenas dois candidatos.

Polarização mostra força

Outro dado ajuda a compreender o cenário. Entre os entrevistados que já indicaram um candidato no primeiro turno, 73% afirmam que sua decisão está tomada e não deverá mudar. Outros 25% admitem que ainda podem trocar de candidato.

A fidelização é ainda maior nos dois principais campos políticos. Entre os eleitores classificados pela pesquisa como lulistas convictos, 83% dizem estar decididos. Entre os bolsonaristas convictos, são 82%.

Isso aumenta o desafio das candidaturas que tentam romper a polarização. Caiado, Zema e Renan Santos apresentam percentuais relativamente modestos no primeiro turno, mas alguns deles alcançam desempenho mais competitivo quando colocados diretamente contra Lula.

Oposição disputa quem chega ao segundo turno

A pesquisa chega justamente quando os partidos avançam na oficialização das candidaturas e acrescenta uma variável importante à estratégia da direita.

Flávio Bolsonaro concentra atualmente a maior parcela das intenções de voto entre os candidatos de oposição no cenário pesquisado. Caiado e Zema, entretanto, podem utilizar os resultados das simulações de segundo turno para sustentar o argumento de competitividade contra Lula.

Surge, assim, uma disputa paralela dentro do campo oposicionista: além de enfrentar o atual presidente, os candidatos precisam demonstrar quem possui maior capacidade de reunir o eleitorado antipetista e chegar à etapa decisiva.

A definição das chapas, alianças e palanques estaduais deverá ajudar a medir essa capacidade à medida que a campanha avançar.

Pesquisa ouviu 2.004 eleitores

A BTG/Nexus entrevistou 2.004 eleitores entre 24 e 26 de julho, por telefone, nas diferentes regiões do País. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01489/2026.

A fotografia deste fim de julho combina, portanto, uma liderança de Lula no primeiro turno com cenários mais apertados nas simulações da etapa decisiva. Ao mesmo tempo, mostra que a disputa dentro da própria oposição será uma das variáveis centrais da corrida presidencial nas próximas semanas.

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