Eleições 2026

Marília Arraes antecipa candidatura ao Senado e pressiona João Campos na disputa em Pernambuco

Por Suzete Nocrato - Em 03/03/2026 às 8:56 AM

Joao Campos E Marilia Arraes Widexl

Prefeito do Recife Joao Campos tentará reeleição e a ex-deputada federal Arraes buscará o Senado. Foto: Redes Sociais

A movimentação da ex-deputada federal Marília Arraes reconfigura o tabuleiro da política pernambucana e adiciona tensão estratégica à formação das chapas para as eleições de 2026. De saída do Solidariedade e prestes a se filiar ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), a dirigente decidiu antecipar publicamente sua posição. No domingo, 1º de fevereiro, ela publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que é candidata ao Senado e que “não tem volta”.

O gesto foi interpretado como um movimento calculado para cobrar definição do prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao Governo de Pernambuco e ainda em fase de montagem da chapa majoritária. O recado teve dupla finalidade: consolidar sua pré-candidatura e, ao mesmo tempo, elevar a pressão sobre o gestor socialista, que não anunciou oficialmente os dois nomes que disputarão o Senado em sua aliança.

Disputa estratégica

Nos bastidores, Marília sustenta que irá para a disputa independentemente do apoio de João Campos ou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo que isso represente um voo solo. Na composição encabeçada por João, o único nome considerado certo até o momento é o do senador Humberto Costa (PT). Além de Marília, ao menos outros dois nomes de peso buscam viabilizar a segunda vaga na chapa.

A publicação da ex-deputada foi vista como resposta direta à demora do prefeito em sinalizar os escolhidos. Para Marília e os demais postulantes que aguardam definição, a indefinição impacta a estratégia eleitoral. Há diferenças substanciais no arco de alianças, estrutura de campanha e investimentos entre candidaturas ao Senado e à Câmara dos Deputados — fator que exige planejamento antecipado e clareza política.

Liderança nas pesquisas

Um dado relevante reforça o posicionamento de Marília Arraes: ela lidera com folga todos os cenários de disputa ao Senado em Pernambuco, variando entre 36% e 40% das intenções de voto, conforme os nomes testados, segundo pesquisa Datafolha divulgada em 6 de fevereiro.

Além da vantagem numérica, seu nome conta com apoios estratégicos, como o do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB). A decisão de migrar para o PDT — partido maior que o Solidariedade e mais alinhado ao presidente Lula — é interpretada como movimento para fortalecer sua posição na negociação interna.

A estratégia foi confirmada publicamente pela direção nacional da sigla. “Ela irá se filiar e será nossa candidata ao Senado”, declarou Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.

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