Projeto estratégico
Mina de Itataia coloca o Ceará na agenda nacional de energia, fertilizantes e mineração
Por Julia Fernandes Fraga - Em 12/03/2026 às 3:06 PM

O ministro Alexandre Silveria – à esq. – representou o governo federal durante a sessão da CME, na qual Luiz Gastão é vice-presidente. Foto: Agência Câmara
Durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou as principais políticas e resultados do setor energético brasileiro. No debate, ocorrido na quarta-feira (11), o deputado federal Luiz Gastão (PSD-CE) defendeu o avanço do projeto da Mina de Itataia, considerado estratégico para o desenvolvimento do Ceará.
Operação relevante
Primeiro vice-presidente da comissão, Gastão destacou o potencial do empreendimento localizado em Santa Quitéria para integrar a produção de fertilizantes fosfatados e concentrado de urânio, insumos relevantes para a economia nacional.
Segundo o parlamentar, o Brasil ainda depende fortemente da importação de fertilizantes. “A Mina de Itataia tem previsão de produzir 400 mil toneladas de fosfato por ano, o que poderia suprir até 50% da demanda do Nordeste, além de gerar emprego e renda para o interior do Ceará”, argumentou.
Impacto na energia nuclear
Luiz Gastão também ressaltou o papel do projeto para o programa nuclear brasileiro. A mina pode produzir cerca de 2.300 toneladas de urânio por ano, contribuindo para o abastecimento das usinas de Angra 1 e Angra 2.
O deputado lembrou que o projeto está em processo de licenciamento e defendeu maior celeridade nos trâmites. “Estamos há 17 anos lutando para implantar a Mina de Itataia. É fundamental acelerar esse processo, porque se trata de um projeto estratégico para o Ceará e para o Brasil”, cobrou.
Panorama do setor energético
O governo, representado pelo ministro Alexandre Silveira, afirmou que o Ministério de Minas e Energia responde por áreas que representam cerca de 40% da economia nacional. O ministro citou ainda programas sociais como Luz do Povo e Gás do Povo, voltados à ampliação do acesso à energia e ao gás de cozinha para famílias de baixa renda.
Silveira ainda ressaltou avanços na transição energética, na atividade mineral e nas discussões sobre energia nuclear, considerada crucial para o futuro da matriz energética do país.
Voltando ao Ceará, se viabilizada, a Mina de Itataia pode colocar o estado no centro da agenda nacional sobre segurança energética, mineração estratégica e produção de fertilizantes.
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