Região do Cariri

Ministério Público amplia combate ao crime organizado com novo Gaeco no interior do Ceará

Por Julia Fernandes Fraga - Em 09/03/2026 às 2:36 PM

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PGJ Herbet Santos, que é da região Sul cearense, esteve na condução da cerimônia, que também inaugurou o Nuavv Cariri. Fotos: Secom/MPCE

O Ministério Público do Ceará (MPCE) inaugurou, em 5 de fevereiro, em Juazeiro do Norte, duas novas estruturas voltadas ao enfrentamento da violência no interior do estado: o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco Sul) e o Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Violência (Nuavv Cariri).

As unidades ampliam a atuação do MP na região do Cariri e em outras áreas do interior cearense, com foco na investigação de organizações criminosas e no atendimento especializado a vítimas de violência.

Combate ao crime organizado

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Outras autoridades e representantes da região estiveram presentes

O Gaeco Sul passa a atuar em municípios do Cariri, Centro-Sul, Sertão Central, região Jaguaribana e Litoral Leste. O grupo integra a estrutura especializada do Ministério Público responsável por investigar crimes praticados por organizações criminosas, incluindo casos de extorsão, tráfico e outros delitos associados.

Segundo o procurador-geral de Justiça do Ceará, Herbet Santos, a instalação da unidade busca fortalecer a capacidade investigativa do Ministério Público fora da capital e ampliar a presença institucional no interior.

O promotor de Justiça Lívio Brito, coordenador do Gaeco Sul, destacou que o grupo atuará de forma integrada com outras instituições de segurança pública no combate ao crime organizado na região.

Atendimento às vítimas

Já o Nuavv Cariri foi criado para oferecer atendimento e orientação a vítimas diretas e indiretas de violência. O núcleo funcionará na sede das Promotorias de Justiça de Barbalha e atenderá moradores de 44 municípios da região.

De acordo com o Ministério Público, o serviço reúne atendimento jurídico, psicológico e social, além de encaminhamento para programas de proteção a testemunhas quando necessário.

O coordenador do núcleo, promotor de Justiça André Barroso, afirmou que a iniciativa busca ampliar o suporte às vítimas dentro do sistema de Justiça, que historicamente concentra sua atuação na investigação e responsabilização dos autores dos crimes.

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