Xadrez político
Movimento nos estados coloca governadores no centro da disputa eleitoral
Por Julia Fernandes Fraga - Em 06/04/2026 às 12:04 AM

Elmano e Tarcísio buscam a reeleição; Castro e Ibaneis miram o Senado. Foto: Montagem
Encerrado no sábado (4), o prazo de desincompatibilização marca, a partir de agora, a abertura efetiva da disputa eleitoral de 2026 e redesenha o mapa político do país.
A exigência legal, que obriga ocupantes de cargos no Executivo a deixarem suas funções seis meses antes do pleito caso queiram disputar outro mandato, levou 11 governadores a renunciar e antecipou movimentos que já reorganizam sucessões estaduais, projetos ao Senado e articulações para o Planalto.
Corrida presidencial
Entre os que deixaram o cargo, dois entram no radar da disputa nacional. Ronaldo Caiado (PSD-GO) já anunciou pré-candidatura à Presidência da República, enquanto Romeu Zema (Novo-MG) também saiu do governo mineiro e sinalizou intenção de disputar o Planalto, embora ainda sem formalização. O movimento amplia o leque da centro-direita e adiciona novas variáveis ao cenário pré-eleitoral.
Disputa pelo Senado
A maior parte das saídas mira o Senado.
Nove governadores deixaram os mandatos com esse objetivo: Gladson Cameli (PP-AC), Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Mauro Mendes (União-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB), Antonio Denarium (PP-RR) e Cláudio Castro (PL-RJ).
No caso do ex-governador fluminense, a movimentação ocorre sob tensão jurídica, após condenação à inelegibilidade até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que deve levá-lo à disputa sub judice.
Reeleição no radar
No grupo dos que seguem no cargo para tentar a reeleição está o cearense Elmano de Freitas (PT-CE), ao lado de Clécio Luís (União-AP), Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Eduardo Riedel (PP-MS), Raquel Lyra (PSD-PE), Rafael Fonteles (PT-PI), Jorginho Mello (PL-SC), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Fábio Mitidieri (PSD-SE). Pela legislação, quem busca um segundo mandato no Executivo não precisa se afastar da função.
Fora da disputa
Há ainda os governadores que decidiram completar seus mandatos e não entrar na corrida eleitoral. Nesse grupo estão Paulo Dantas (MDB-AL), Carlos Brandão (sem partido-MA), Ratinho Junior (PSD-PR), Fátima Bezerra (PT-RN), Eduardo Leite (PSD-RS), Marcos Rocha (PSD-RO) e Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO), indicando cautela diante de um cenário político ainda em consolidação.
Novo ciclo político
Somada à formalidade legal, a desincompatibilização funciona como termômetro de ambição política e capacidade de articulação. Ao abrir espaço para vices e sucessores imediatos nos estados, o prazo antecipa a montagem de chapas, o reposicionamento partidário e a emergência de novas lideranças regionais.
Com primeiro turno marcado para 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro, o processo entra agora em sua fase mais concreta.
As candidaturas só serão oficializadas em agosto, após as convenções e o registro no TSE, mas o movimento consolidado neste fim de semana deixa claro: a eleição de 2026 saiu do campo da especulação e entrou, de vez, no terreno da disputa real.
Mais notícias
Mobiliário contemporâneo

![[set] Banners Dinheiro Na Mão 830x110px](https://www.portalin.com.br/wp-content/uploads/2026/01/set-banners-dinheiro-na-mao-830x110px.png)
























