Estrutura Assistencial
Nomeações e residências ampliam estrutura de pessoal na saúde pública do Ceará
Por Julia Fernandes Fraga - Em 28/02/2026 às 12:01 AM

Ampliação do quadro de profissionais busca fortalecer a capacidade operacional da rede pública de saúde em diferentes regiões do Estado. Foto: GovCE
O Ceará encerra um dos mais amplos ciclos de reforço estrutural da sua rede pública de saúde ao oficializar a nomeação de mais 1.311 profissionais aprovados em concurso, cumprindo integralmente o chamamento previsto pela Lei nº 18.338/2023. Com isso, o Estado conclui a convocação de 6 mil servidores efetivos para o sistema, entre as etapas conduzidas pela antiga Funsaúde e pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
O movimento representa um marco de escala na consolidação da força de trabalho do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado — tanto pela reposição de quadros quanto pela ampliação da capacidade de atendimento em unidades estratégicas distribuídas por diversas regiões.
Entre os nomeados estão 185 médicos, 31 profissionais administrativos e 1.095 profissionais assistenciais. Os novos servidores passam a atuar em equipamentos como o Hospital de Messejana, Hospital Geral de Fortaleza, Hospital Infantil Albert Sabin, Hospital São José, Lacen, Hemoce e Samu, compondo a operação da rede em múltiplos níveis de atenção.
Formação como eixo estratégico
Paralelamente à ampliação do quadro efetivo, o Estado também incorpora 1.073 novos residentes em programas de formação em saúde, elevando para mais de 2.500 o número de profissionais em especialização a partir de março.
Selecionados por meio do Exame Nacional de Residência (Enare), os novos residentes atuarão em quase 30 municípios cearenses, distribuídos entre programas de Residência Médica; Residência Multiprofissional; e Residência Uniprofissional. Do total, 461 são médicos e 612 pertencem a outras áreas da saúde.
A estratégia reforça o modelo de formação em serviço — que integra ensino, prática e atendimento à população. Com carga horária semanal de 60 horas, os programas atuam de forma descentralizada, abrangendo desde a atenção primária até serviços hospitalares de alta complexidade.
Interiorização e rede
Um dos diferenciais do modelo cearense é a estrutura em rede, que permite aos residentes transitar por diferentes níveis de atenção e regiões do Estado. A proposta abarca a regionalização do atendimento e contribui para reduzir desigualdades no acesso a serviços especializados.
Atualmente, o Ceará mantém cerca de 120 programas formativos distribuídos nas cinco regiões de saúde, com campos de prática em 14 unidades da rede estadual, incluindo o Hospital Universitário do Ceará.
Movimento de longo prazo
A ampliação simultânea de servidores efetivos e profissionais em formação indica uma estratégia que vai além da reposição de vagas: trata-se da consolidação de um sistema que combina contratação, qualificação e distribuição territorial da força de trabalho.
Com isso, o Ceará busca avançar na estruturação de sua rede pública não apenas em número de profissionais, mas na capacidade de sustentar atendimento qualificado de forma contínua e regionalizada.
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