Crise global

ONU articula força-tarefa para garantir fluxo comercial no Estreito de Ormuz

Por Redação - Em 28/03/2026 às 12:01 AM

Estreito De Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do comércio mundial de energia, responsável por uma parcela relevante do transporte de petróleo e gás

A Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou a criação de um mecanismo internacional para preservar o fluxo de mercadorias no Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã e seus impactos sobre o comércio global.

A iniciativa prevê a formação de uma força-tarefa encarregada de estruturar soluções para manter a circulação de cargas na região, considerada estratégica para a economia mundial. A coordenação ficará sob responsabilidade do subsecretário-geral da ONU, Jorge Moreira da Silva, que liderará os estudos e negociações com países diretamente envolvidos.

O movimento ocorre após sucessivas interrupções na rota marítima, que elevaram o risco de desabastecimento em escala global. A ONU alerta que a restrição no transporte de insumos, como fertilizantes, somada à alta nos preços da energia, pode pressionar ainda mais o custo dos alimentos, sobretudo em países mais vulneráveis.

Segundo a organização, a proposta se inspira em modelos já adotados em cenários de crise, como a Iniciativa de Grãos do Mar Negro e mecanismos humanitários utilizados em zonas de conflito. A expectativa é criar uma solução operacional que permita a continuidade do comércio, mesmo em ambiente de instabilidade geopolítica.

A ONU também iniciou consultas com Estados-membros para viabilizar o projeto e ampliar o apoio internacional. A avaliação é de que uma resposta coordenada é necessária para evitar efeitos em cadeia na economia global e em cadeias de suprimentos essenciais.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas do comércio mundial de energia, responsável por uma parcela relevante do transporte de petróleo e gás. Interrupções na região têm impacto direto nos preços internacionais e no abastecimento de diversos mercados, ampliando a pressão sobre inflação e segurança alimentar.

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