Xadrez eleitoral
Pacheco articula candidatura ao Governo de Minas e vira peça-chave na estratégia de Lula
Por Suzete Nocrato - Em 09/03/2026 às 9:39 AM

A candidatura de Rodrigo Pacheco começa a ganhar forma nos bastidores da política nacional. Foto: Poder360
A possível candidatura de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) ao Governo de Minas Gerais começa a ganhar forma nos bastidores da política nacional, ainda que o ex-presidente do Senado evite assumir publicamente o projeto eleitoral. Aliado considerado estratégico pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado, o senador tem buscado construir apoios para viabilizar a disputa.
O movimento inclui conversas com diferentes partidos e até tentativas de aproximação com o PSDB, do deputado Aécio Neves, histórico adversário do petismo e que não cogita associar sua imagem à campanha presidencial de Lula.
Para o presidente, a presença de um aliado competitivo em Minas Gerais é vista como fundamental para fortalecer sua campanha de reeleição. O estado possui o segundo eleitorado mais numeroso do Brasil, o que tradicionalmente torna a região decisiva nas disputas presidenciais. Lula corteja politicamente o senador há meses, sobretudo após um momento de distanciamento provocado pela escolha do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), quando o petista preferiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, frustrando expectativas de aliados de Pacheco.
Nos bastidores, tucanos confirmam que conversam com o senador, mas rejeitam uma aliança que impulsione diretamente a reeleição de Lula. Um modelo em análise seria um acordo informal que permita ao PSDB pedir votos para Pacheco sem integrar a mesma coligação do PT. Nesse cenário, Aécio Neves, atual presidente do partido, avalia disputar uma vaga no Senado, enquanto a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), também é citada como possível candidata ao Senado em uma chapa alinhada ao senador mineiro.
Outro desafio para viabilizar a candidatura é a definição partidária. Embora seja filiado ao PSD, a legenda deve lançar o atual vice-governador Mateus Simões ao governo estadual. Diante disso, aliados avaliam que Lula precisará ajudar a encontrar uma nova sigla com força política em Minas Gerais, garantindo capilaridade no interior do estado, recursos eleitorais e tempo relevante de propaganda na TV.
As principais alternativas analisadas são União Brasil e MDB, ainda que ambas enfrentem resistências internas e divisões políticas.
As negociações ocorrem sob pressão do calendário eleitoral, já que o prazo final para filiação partidária termina no início de abril. No último sábado (28), Lula e Rodrigo Pacheco viajaram juntos ao interior de Minas Gerais, em agenda oficial em Juiz de Fora, cidade atingida por temporais.
Durante o voo no avião presidencial, integrantes do governo chegaram a se referir ao senador, em tom de brincadeira, como “futuro governador”. Pacheco reagiu com sorrisos, sem confirmar nem negar a candidatura, enquanto Lula reforçou seu protagonismo ao convidá-lo a falar em reunião com prefeitos da região e também em pronunciamento à imprensa.
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