Melania Trump

Primeira-dama dos EUA conduz sessão do Conselho de Segurança da ONU em meio à crise no Oriente Médio

Por Redação - Em 02/03/2026 às 11:40 PM

Primeira Dama Dos Eua, Melania Trump, Preside Reunião Do Conselho De Segurança Da Onu — Foto Jeenah Moon Reuters

Melania Trump afirmou que a iniciativa busca ressaltar a importância de garantir acesso à aprendizagem e tecnologias que promovam tolerância e compreensão entre as novas gerações FOTO: Jeenah Moon/Reuters

Em um episódio que quebra padrões diplomáticos tradicionais, Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos, assumiu, nesta segunda-feira (2), a presidência de uma sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) dedicada a discutir a proteção de crianças em zonas de conflito e o papel da educação e da tecnologia como instrumentos de paz — um tema distante do foco principal das discussões internacionais desde que a crise no Oriente Médio se intensificou nos últimos dias.

A reunião, sediada em Nova York, marca a primeira vez que um(a) cônjuge de um chefe de Estado lidera formalmente um encontro do mais influente órgão de segurança global, composto por 15 países com poder de veto. Os Estados Unidos assumiram em março a presidência rotativa mensal do Conselho, o que lhes dá a prerrogativa de agendar temas e conduzir sessões.

Ao abrir os trabalhos, Melania Trump afirmou que a iniciativa busca ressaltar a importância de garantir acesso à aprendizagem e tecnologias que promovam tolerância e compreensão entre as novas gerações, sobretudo em contextos marcados por violência. “Os Estados Unidos estão com todas as crianças do mundo”, disse ela em sua fala inicial, destacando que educação é um pilar para a construção de sociedades mais pacíficas.

A escolha do assunto ocorre em um momento delicado: os Estados Unidos e Israel intensificaram ataques contra infraestruturas militares iranianas na região, desencadeando uma série de reações políticas e militares dos diferentes atores envolvidos e levando a uma escalada de tensões que preocupa líderes globais.

A iniciativa da primeira-dama também gerou críticas diplomáticas. Representantes do Irã na ONU qualificaram como contraditório o fato de uma reunião centrada na proteção de crianças ser realizada enquanto bombardeios e confrontos armados continuam afetando civis no Oriente Médio.

Líderes de outras nações aproveitaram a sessão para destacar que a discussão sobre educação, tecnologia e segurança das crianças não pode ser dissociada do contexto mais amplo de conflitos armados, que ameaça vidas e interrompe atividades escolares em vários países.

Analistas internacionais observam que o gesto de designar uma figura não tradicional para presidir uma reunião desse porte pode ser interpretado como parte de uma estratégia diplomática dos EUA para enfatizar temas sociais em fóruns multilaterais, ao mesmo tempo em que a administração enfrenta críticas por cortes de financiamento a agências das Nações Unidas que lidam com proteção infantil e desenvolvimento.

Enquanto o debate evolui no Conselho, representantes de governos, organizações humanitárias e diplomatas reafirmam que proteger crianças e promover oportunidades de educação em tempos de guerra é um desafio complexo, que exige cooperação e ações concretas entre países e instituições globais.

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