Quinta-feira

Primeiro voo de Doha para São Paulo viabiliza retorno de brasileiros após escalada da guerra com o Irã

Por Suzete Nocrato - Em 11/03/2026 às 3:25 PM

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Coluna de fumaça sobe nos céus de Doha, após bombardeio iraniano na última quinta-feira, 5. Foto: Mahmud Hams/AFP

O Ministério das Relações Exteriores anunciou que o primeiro voo comercial com brasileiros partindo do Catar desde o início da guerra no Oriente Médio deverá ocorrer na quinta-feira, 12/3. A aeronave fará a rota Doha–São Paulo, ampliando as alternativas para cidadãos que buscam deixar a região diante da intensificação do conflito. A medida surge em meio às crescentes preocupações com segurança aérea internacional e deslocamento de passageiros no Golfo.

Em comunicado oficial, o Itamaraty destacou a articulação diplomática que possibilitou a operação do voo. “Após gestões do Ministro Mauro Vieira junto ao Primeiro-Ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, foi anunciado que, em 12/3, partirá o primeiro voo Doha-São Paulo desde o início das hostilidades, ampliando as opções de retorno seguro a brasileiros e sul-americanos”, informou a nota divulgada pelo governo brasileiro.

O anúncio ocorre em meio à escalada militar no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, após ataques militares conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã que resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, desencadeando um novo capítulo de guerra na região. Desde então, a tensão geopolítica tem aumentado e provocado preocupações globais relacionadas à segurança regional, energia e estabilidade internacional.

A crise já produz efeitos diretos no tráfego aéreo internacional. Diversos países determinaram o fechamento temporário de seus espaços aéreos, enquanto companhias aéreas suspenderam rotas no Oriente Médio, cenário que deixou milhares de passageiros retidos em aeroportos do Golfo. Nesse contexto, o voo entre Doha e São Paulo surge como uma alternativa estratégica para facilitar o retorno seguro de brasileiros e outros sul-americanos que permanecem na área afetada pelo conflito.

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