
O Presidente do PSD, Gilberto Kassab, com os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr. (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Foto: Reprodução/Redes sociais
O PSD, presidido por Gilberto Kassab, vive um processo acelerado de expansão nacional e busca ocupar o espaço político deixado pelo PSDB, enfraquecido desde as eleições de 2018. A filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e sua inclusão entre os possíveis candidatos à Presidência da República, ao lado de Ratinho Junior e Eduardo Leite, reforça a estratégia do partido de se consolidar como referência no centro-direita fora do bolsonarismo.
Fundado em 2011, o PSD nunca lançou oficialmente um candidato ao Palácio do Planalto, embora tenha ensaiado esse movimento em 2022, com Rodrigo Pacheco. Desta vez, Kassab afirma que o partido terá um nome próprio na disputa presidencial e que a definição ocorrerá até abril. Analistas apontam que a cautela da sigla em relação à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro também impulsiona essa decisão.
Paralelamente, o partido ampliou de forma consistente sua base eleitoral. Em 2024, foi a legenda que mais elegeu prefeitos, com 877 cidades, além de se tornar a segunda maior bancada no Senado. Redutos antes dominados pelo PSDB, como o interior de São Paulo, passaram a ser ocupados pelo PSD, que elegeu 206 prefeitos na região no último pleito municipal.
A migração de lideranças tucanas consolidou esse crescimento, com a filiação de governadores como Eduardo Leite e Raquel Lyra, além da recente entrada de Marcos Rocha, de Rondônia. Com isso, o PSD soma seis governadores e deve chegar a sete em breve, com a posse de Mateus Simões em Minas Gerais, reforçando sua ambição de protagonismo no cenário político nacional.

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