Xadrez Político
PT mapeia 27 candidaturas ao Senado e articula “superbase” com MDB e PSD em 2026
Por Julia Fernandes Fraga - Em 03/03/2026 às 11:43 AM

Plenário do Senado Federal será ponto central da governabilidade no próximo ciclo político. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Sob a liderança de Edinho Silva, presidente nacional da sigla, o Partido dos Trabalhadores (PT) finalizou o mapeamento estratégico para a disputa das 54 cadeiras do Senado Federal em 2026. A pedido do presidente Lula, o plano prioriza a formação de uma “tropa de elite” capaz de garantir a governabilidade no próximo ciclo e neutralizar o avanço da oposição na Casa Alta.
O mapeamento, divulgado pelo portal Metrópoles, revela uma engenharia política que combina nomes históricos do partido com aliados de peso de legendas como MDB, PSD e PSB.
A “tropa de elite” petista
O PT projeta lançar pelo menos 14 nomes próprios, focando em ministros e lideranças consolidadas para assegurar cadeiras em estados-chave. Entre os destaques estão:
> Nordeste: o reduto de força terá Rui Costa e Jaques Wagner na Bahia, além de Humberto Costa (PE) e Fátima Bezerra (RN);
> Sul e Sudeste: o partido aposta no prestígio de Gleisi Hoffmann (PR), Paulo Pimenta (RS) e na experiência de Benedita da Silva (RJ);
> Nomes em ascensão: Randolfe Rodrigues (AP) e Fabiano Contarato (ES) também figuram no mapa de prioridades.
Alianças Estratégicas: os fatores MDB e PSD
Para os líderes petistas, a maioria no Senado não se faz apenas com o PT. A estratégia de “frente ampla” de Lula se reflete no apoio a caciques regionais de partidos da base:
> Renan Calheiros (MDB-AL) e Helder Barbalho (MDB-PA) são vistos como pilares de sustentação no Norte e Nordeste;
> Carlos Fávaro (PSD-MT) e Eduardo Braga (MDB-AM) reforçam o diálogo com o agronegócio e a região amazônica;
> Marina Silva (Rede/PT): a ministra é cotada para uma vaga por São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, em uma articulação que pode envolver sua filiação definitiva ao PT.
Governabilidade e estabilidade
O foco no Senado em 2026 é uma lição aprendida pela atual gestão. O controle da Casa é essencial não apenas para a aprovação de leis, mas para a chancela de nomes ao Supremo Tribunal Federal (STF) e embaixadas. A meta é eleger entre 25 e 30 senadores do bloco governista para evitar que a pauta econômica sofra sob a pressão de uma oposição fortalecida.
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