
Flavio Bolsonaro e Tarcisio de Freitas conversam sobre indicações ao cargo de vice-governador e ao Senado. Foto: Reprodução/Instagram
Em um movimento que reforça sua autonomia no tabuleiro político, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixou claro, em conversa recente com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que a escolha do vice em sua chapa à reeleição será uma decisão pessoal, sem interferência de partidos ou aliados.
No mesmo encontro, o governador também indicou que não pretende interferir na definição da segunda vaga ao Senado em sua chapa, embora discorde da estratégia que vem sendo desenhada pela direita no maior colégio eleitoral do País.
Na prática, o entendimento entre Tarcísio e Flávio esvazia a possibilidade de o PL indicar o vice. O governador tem dito a aliados que prefere manter o atual vice, Felício Ramuth (PSD), na chapa, reforçando uma estratégia de continuidade administrativa e estabilidade política.
Disputa ao Senado
Nos bastidores, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenta emplacar o pupilo André do Prado (PL) para o posto, mas, diante da resistência do governador, passou-se a considerar a possibilidade de o PL indicar Do Prado para a segunda vaga ao Senado, o que é rejeitado pelo bolsonarismo — embora Tarcísio veja com bons olhos o deputado como candidato ao Senado.
Atualmente, o campo bolsonarista considera que um dos postulantes será o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio, associado à pauta de segurança pública. A outra vaga segue em disputa e opõe o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está em autoexílio nos Estados Unidos desde o início do ano passado.
Bolsonaro defende o nome do vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), enquanto Eduardo demonstra preferência por Mario Frias (PL) e Gil Diniz (PL). Aliados afirmam que Eduardo ainda demonstra interesse em ser candidato, mesmo estando nos Estados Unidos, hipótese que não conta com o apoio de Flávio.
Nesse cenário, Tarcísio vinha sustentando que a segunda vaga deveria ficar com alguém de perfil mais moderado, sinalizando uma estratégia de ampliação política dentro da direita.