Guerra

Trump dá prazo de 48 horas ao Irã e eleva risco de escalada militar

Por Redação - Em 05/04/2026 às 7:54 AM

Guerra Oriente Médio

A ausência de consenso aumenta a probabilidade de novos confrontos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um novo prazo de 48 horas para que o Irã avance em um acordo que leve ao fim do atual conflito, intensificando a pressão diplomática em meio a uma guerra que já provoca impactos globais no mercado de energia e na segurança internacional.

A exigência inclui a retomada de negociações e, sobretudo, a reabertura do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, atualmente afetado pelas tensões militares.

Em mensagem pública, Trump afirmou que o prazo se esgota rapidamente e indicou que, caso não haja avanço, os Estados Unidos poderão adotar medidas mais duras. A declaração eleva o tom após um período de negociações indiretas e sucessivas ameaças de escalada.

O ultimato está ligado a um prazo anterior de dez dias anunciado no fim de março, que agora se aproxima do vencimento. Desde então, o governo norte-americano tem alternado entre sinalizações de diálogo e advertências de intensificação das ações militares.

Do lado iraniano, autoridades rejeitam a ideia de que haja um acordo iminente e mantêm uma postura de resistência às condições impostas por Washington. A divergência entre as versões dos dois países evidencia o impasse nas negociações.

O contexto é de uma guerra iniciada no fim de fevereiro, após ataques coordenados dos Estados Unidos e de aliados contra alvos estratégicos iranianos, seguida por retaliações que ampliaram a instabilidade no Oriente Médio.

Além do risco militar, o conflito já afeta cadeias globais, com pressão sobre preços de petróleo, transporte marítimo e mercados financeiros, reforçando o peso geopolítico do Estreito de Ormuz.

Com o prazo final previsto para os próximos dias, o cenário permanece incerto. A ausência de consenso aumenta a probabilidade de novos confrontos, enquanto tentativas de mediação internacional seguem sem resultados concretos.

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