Estreito de Ormuz

Trump dá ultimato ao Irã e ameaça atacar infraestrutura energética

Por Redação - Em 21/03/2026 às 11:32 PM

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Trump afirmou que os Estados Unidos poderão “atacar e destruir” usinas elétricas do país, começando pelas maiores

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom do conflito no Oriente Médio ao dar um prazo de 48 horas para que o Irã reabra completamente o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de energia. A ameaça inclui ataques diretos a instalações energéticas iranianas caso a exigência não seja cumprida.

A declaração foi feita em publicação na rede Truth Social, na qual Trump afirmou que os Estados Unidos poderão “atacar e destruir” usinas elétricas do país, começando pelas maiores. A exigência também inclui que a reabertura ocorra “sem ameaças”, indicando uma tentativa de restabelecer a circulação segura de navios na região.

O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crítico para o transporte de petróleo e gás natural, sendo responsável por uma parcela relevante do fluxo energético mundial. O bloqueio da passagem pelo Irã ocorre em meio à escalada militar iniciada em fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel a alvos iranianos.

A crise já apresenta efeitos concretos no comércio internacional. Centenas de embarcações, especialmente petroleiros, enfrentam dificuldades para atravessar a região, o que pressiona preços de energia e amplia a incerteza nos mercados globais.

Em resposta às ameaças americanas, autoridades iranianas indicaram que poderão retaliar, mirando estruturas energéticas dos Estados Unidos e de aliados na região, caso sejam alvo de novos ataques. O movimento aumenta o risco de um confronto mais amplo no Golfo Pérsico.

Diante do agravamento da situação, mais de 20 países sinalizaram disposição para colaborar com a segurança da navegação no estreito, embora ainda não haja definição sobre ações concretas. A mobilização internacional reforça a importância estratégica da rota para a economia global.

O cenário indica uma escalada relevante do conflito, com potencial impacto direto sobre preços de combustíveis, cadeias logísticas e estabilidade geopolítica. O desfecho dependerá da resposta iraniana ao ultimato e da capacidade de mediação internacional nas próximas horas.

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