em Washington

Trump lidera reunião do Conselho da Paz nesta quinta-feira

Por Redação - Em 19/02/2026 às 12:01 AM

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O Conselho da Paz foi oficialmente ratificado em janeiro durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, quando Trump assinou a carta de criação do grupo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que presidirá, nesta quinta-feira (19), em Washington, a primeira reunião oficial do chamado Conselho da Paz, uma iniciativa criada pelo governo norte-americano para coordenar esforços de reconstrução e estabilidade na Faixa de Gaza e, posteriormente, em outros conflitos globais, informou a Casa Branca.

Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, mais de 20 países devem participar do encontro na capital americana, onde será anunciado que os membros do conselho se comprometeram com mais de US$ 5 bilhões em doações para ações humanitárias e de reconstrução em Gaza, devastada por anos de conflito.

O Conselho da Paz foi oficialmente ratificado em janeiro durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, quando Trump assinou a carta de criação do grupo, uma iniciativa que busca reunir países em torno de uma agenda de paz e reconstrução para Gaza após o plano de cessar-fogo de 2025 e a trégua alcançada em outubro daquele ano.

Além dos compromissos financeiros, Leavitt afirmou que os Estados-membros também concordaram em fornecer milhares de funcionários para integrar uma força internacional de estabilização e ajuda no território palestino, incluindo apoio à ordem pública local e operações de socorro.

Embora delegações de países como Itália e da União Europeia (UE) estejam previstas como observadores, algumas potências tradicionais mantêm distanciamento ou ainda não formalizaram adesão ao conselho, inclusive o Vaticano, que comunicou que não participará do grupo por considerar que situações de crise devem ser geridas pelas Nações Unidas.

A iniciativa tem gerado debates diplomáticos. Embora Trump tenha ampliado o escopo do Conselho da Paz para além de Gaza e conflitos regionais, críticos questionam a legitimidade de um corpo liderado pelos EUA e presidido pelo próprio Trump para atuar em questões de segurança e governança internacionais, especialmente em áreas sensíveis como o Oriente Médio.

A reunião marcada para esta quinta-feira marca um momento simbólico para a administração americana, que busca transformar compromissos de financiamento em ações práticas de apoio à população afetada pela guerra em Gaza, onde a crise humanitária persiste apesar do cessar-fogo e dos planos de reconstrução.

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