Cidade e memória
Casa Museu Ema Klabin apresenta programação cultural de abril sobre história de São Paulo
Por Jussara Beserra - Em 06/04/2026 às 10:33 AM

Programação de abril na Casa Museu Ema Klabin revisita a história de São Paulo – Créditos: Acervo Cartografia Negra
Abril transforma a Casa Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, em um ponto de reflexão sobre memória, território e transformação urbana de São Paulo. A programação reúne exposição, caminhada histórica, música, debates e feira criativa, articulando diferentes leituras sobre a formação e os caminhos futuros da cidade.
Entre os destaques, a exposição “Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana”, prorrogada até 26 de abril, investiga um território com cerca de quatro mil anos de ocupação humana, anterior à fundação colonial. Com curadoria de Paulo de Freitas Costa e Paula Nishida, a mostra articula ciência, história e imaginação para ampliar a compreensão sobre a relação dos primeiros habitantes com a paisagem que hoje abriga a metrópole.
A agenda também inclui a palestra online “Narrar o edificado: uma arqueologia da memória”, ministrada pela pesquisadora Manoela Rossinetti Rufinoni, que propõe refletir sobre a descrição de arquiteturas, paisagens e percursos urbanos como forma de leitura da cidade. Já o botânico e paisagista Ricardo Cardim conduz o encontro presencial “São Paulo: passado e futuro ambiental da metrópole”, apresentando a história ecológica do território e discutindo a reconstrução de áreas naturais em ambientes urbanos.
Cidade recontada por outras narrativas

Exposição, caminhada e debates ocupam a agenda cultural do museu
No dia 11 de abril, a caminhada Volta Negra pelo Centro, organizada pelo coletivo Cartografia Negra, propõe revisitar marcos históricos a partir de narrativas afrocentradas frequentemente invisibilizadas. O percurso percorre três pontos emblemáticos da região central e é mediado pela antropóloga Raíssa Albano de Oliveira, pelo artista visual Pedro Vinicius Alves e pela pesquisadora Carolina Piai Vieira. Criado em 2017, o coletivo desenvolve projetos que combinam cartografia afetiva, pesquisa e práticas educativas para ampliar a leitura do território paulistano.
Na mesma data, a série O som e a poesia recebe o duo NeGruZZ, formado por Rubi e Evandro Camperon, com participação da multiartista Natália Barros. O repertório do espetáculo Ouvidomundo conecta composições autorais à obra de artistas como Luiz Melodia, Luiz Gonzaga e MC Bob Rum, enquanto intervenções poéticas sobrepõem palavra e música em uma leitura contemporânea da diáspora africana.
Design autoral e ocupação do jardim
Encerrando a programação, o Bazar da Cidade realiza nos dias 25 e 26 de abril uma edição especial de Dia das Mães, reunindo moda, design artesanal e gastronomia. A proposta ocupa o jardim projetado por Roberto Burle Marx, criando uma experiência que conecta produção independente, convivência e uso cultural do espaço.
Ao integrar arqueologia, memória negra, paisagem ambiental e produção contemporânea, a programação de abril reposiciona a Casa Museu Ema Klabin como plataforma ativa de discussão sobre a identidade e o futuro urbano de São Paulo.
Serviço:
09/04/2026
19h às 21h – Palestra online Narrar o edificado: uma arqueologia da memória com Manoela Rossinetti Rufinoni – R$10 – 95 vagas por ordem de inscrição.
11/04/2026
14h30 às 16h – Volta Negra pelo Centro de São Paulo, com Coletivo Cartografia Negra – R$10 – 35 vagas por ordem de inscrição.
16h – O som e a poesia Duo NeGruZZ com participação de Natália Barros – gratuito, com sugestão de contribuição voluntária – 95 lugares por ordem de chegada.
18/04 de 2026
11h às 13h – Palestra presencial São Paulo: passado e futuro ambiental da metrópole com Ricardo Cardim. R$10 – 95 vagas por ordem de inscrição no site
25 e 26/04
11h às 20h – Bazar da Cidade: edição Dia das Mães – entrada gratuita
Até 26/04/2026
Exposição: Quando São Paulo era Piratininga: arqueologia paulistana
Curadoria: Paula Nishida e Paulo de Freitas Costa
Visitas livres de quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18h; visitas mediadas de quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h; sábado, domingo e feriado, às 14h.
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) para estudantes, idosos, PCD e jovens de baixa renda; gratuidade para crianças de até 7 anos, professores e estudantes da rede pública.
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