em São Paulo
Exposição “A Chama de uma Centelha” recebe performance sensorial e visita guiada no Ateliê Casa Um
Por Jussara Beserra - Em 08/04/2026 às 9:45 AM

Performance sensorial amplia experiência da exposição – Obra Lia Matos / Fotos: Divulgação
A exposição “A Chama de uma Centelha”, que reúne obras de 23 artistas brasileiros, recebe no dia 9 de abril uma ativação especial no Ateliê Casa Um, em São Paulo, com visita guiada e três sessões da performance COSMOVERSE: INNER SPACES. Idealizada e com curadoria de Marina Bortoluzzi, a ação amplia a proposta da mostra ao transformar o público em participante de uma experiência sensorial ligada à ideia de transformação simbólica.
A agenda começa às 14h30 com visita guiada conduzida pela curadora, aberta ao público e sem necessidade de inscrição. Na sequência, acontecem as sessões da performance às 15h, 16h e 17h, com vagas limitadas e participação gratuita mediante inscrição prévia. A atividade ocorre em formato de meditação guiada, na qual a artista convidada propõe ações, exercícios e estímulos que constroem coletivamente uma imersão poética e meditativa.
Experiência sensorial
A proposta desloca a mostra do campo contemplativo e transforma o visitante em participante ativo. Durante a performance, o público é conduzido por um percurso que articula presença, escuta e percepção, ampliando as investigações sobre espiritualidade e transformação presentes na exposição. A dinâmica combina reflexões filosóficas com práticas ancestrais, criando um ambiente de investigação interior e experimentação coletiva.
A experiência trabalha ainda noções de cuidado e responsabilidade nas esferas individual e coletiva, propondo uma vivência que atravessa sensações e respostas emocionais. Ao integrar corpo, respiração e imaginação, a performance se apresenta como extensão direta da narrativa curatorial, reforçando a arte como território de investigação sensível.
Eixo conceitual

Marina Bortoluzzi conduz percurso sensorial da exposição
Estruturada a partir da ideia da centelha como impulso inicial, a exposição utiliza o fogo como metáfora de expansão criativa e transformação interior, conectando matéria e energia em diferentes linguagens visuais.
“A centelha é esse ponto inaugural, sutil e, ao mesmo tempo, absolutamente potente, onde algo em nós desperta antes mesmo de ganhar forma. A chama é resultado desse processo vivo, dessa fricção entre o visível e o invisível”, afirma a curadora Marina Bortoluzzi.
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