RADAR DO VAREJO
Inadimplência no CE tem trajetória de desaceleração diz estudo do SPC Brasil
Por Marcelo Cabral - Em 24/07/2026 às 2:24 PM
O ritmo de crescimento da inadimplência no Ceará manteve a trajetória de desaceleração em junho de 2026, segundo o Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas do SPC Brasil. Os dados estão reunidos na edição de julho do Radar do Varejo Cearense, divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE) em parceria com o SPC Brasil.

Nível de inadimplência no Ceará segue em ritmo de desaceleração Foto: Reprodução/LinkedIN
No período, o número de consumidores negativados no Estado avançou 1,8% na comparação com junho de 2025, resultado significativamente inferior ao registrado nos meses anteriores. Em maio, a alta havia sido de 6,7%, enquanto em março a expansão anual chegou a 12,2%.
A sequência confirma uma mudança no ritmo da inadimplência ao longo do primeiro semestre. Após o pico registrado no início do ano, o indicador passou por uma redução contínua: caiu de 12,2% em março para 10% em abril, recuando novamente para 6,7% em maio, até alcançar 1,8% em junho.
Apesar da melhora no ritmo, o indicador ainda representa crescimento no número de consumidores com restrições de crédito. A desaceleração, portanto, aponta para uma evolução mais moderada do problema, e não para uma redução absoluta da quantidade de negativados.
“Os dados de inadimplência mostram uma desaceleração importante do ritmo de crescimento do número de negativados no Estado. A desaceleração não significa queda, mas crescimento a um ritmo menor. No início do ano, o crescimento chegou a superar 10% no Ceará”, explica o presidente da Federação das CDLs do Ceará, Freitas Cordeiro.
O desempenho cearense também ficou abaixo da média nacional. Enquanto o Estado registrou crescimento anual de 1,8%, o Brasil apresentou avanço de 8,9% no mesmo período, indicando uma pressão menor sobre o indicador local.
Para o comércio, o movimento representa um sinal positivo, especialmente por ocorrer em um momento em que o consumo das famílias permanece diretamente relacionado à capacidade de pagamento e ao acesso ao crédito. A tendência de desaceleração da inadimplência pode contribuir para um ambiente mais favorável às vendas, desde que acompanhado pela manutenção do emprego, da renda e da confiança do consumidor.
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