PROTAGONISMO FEMININO

Mulheres nas Forças Armadas: Fortaleza recebe primeiras soldados do Exército

Por Julia Fernandes Fraga - Em 02/03/2026 às 5:08 PM

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General Ivon Barreto Leão, comandante da 10ª Região Militar, recebeu voluntárias Fotos: Ascom 10ª RM

Fortaleza entra para a história ao sediar a incorporação das primeiras mulheres voluntárias ao Serviço Militar Inicial Feminino (SMIF). A cerimônia marca o início de um novo capítulo nas Forças Armadas brasileiras, com o ingresso conjunto e voluntário de mulheres na graduação de soldado.

Ao todo, 67 mulheres passam a vestir o uniforme militar na capital cearense: 49 como recrutas do Exército e 18 da Marinha. No caso do Exército, 25 serão destinadas à Base Administrativa da Guarnição de Fortaleza e 24 ao Colégio Militar da cidade. A formação militar inclui treinamento físico militar, instruções de armamento e tiro, ordem unida, sobrevivência e primeiros socorros.

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Além de Fortaleza, outras 51 cidades do País registram a entrada das novas soldados

Marco nacional do serviço militar feminino

A incorporação em Fortaleza integra um movimento de alcance nacional. Após passarem pelo processo de recrutamento, mulheres ingressam pela primeira vez, de forma conjunta e voluntária, nas Forças Armadas por meio do serviço militar inicial feminino.

A previsão do Ministério da Defesa é que, ao longo de 2026, 1.467 mulheres no serviço militar atuem em 13 estados e no Distrito Federal. Desse total:

> 1.010 no Exército Brasileiro;

> 300 na Força Aérea Brasileira;

> 157 na Marinha do Brasil.

As militares serão distribuídas em 51 municípios brasileiros, ampliando a presença feminina na estrutura operacional das Forças.

Durante cerimônia no Comando Militar do Planalto, em Brasília, o ministro da Defesa, José Múcio, ressaltou que a medida representa uma evolução institucional alinhada a uma tendência global.

Presença feminina nas Forças Armadas

Atualmente, as mulheres representam cerca de 10% do efetivo militar brasileiro, somando mais de 37 mil mulheres nas Forças Armadas. Elas já ocupam cargos de comando, participam de missões de paz internacionais, concorrem a postos de oficiais-generais e atuam como combatentes, médicas, enfermeiras, dentistas, professoras e em funções técnicas especializadas.

Segundo o Ministério da Defesa, o ingresso feminino no serviço militar inicial também está alinhado à Agenda Mulheres, Paz e Segurança da ONU, fortalecendo a credibilidade internacional do Brasil e ampliando a igualdade de oportunidades nas Forças Armadas.

Ao se dirigir às incorporadas, o ministro destacou o simbolismo do momento e afirmou que o voluntariado feminino representa bravura, maturidade e avanço na percepção de igualdade de responsabilidades na sociedade brasileira.

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