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A economia real e suas possibilidades

Por Ana Cristina Cavalcante - Em 4 de novembro de 2021

Há muita vida fora do mercado financeiro!

 

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Crédito: Faria Lima/Exame

A segurança e a praticidade de “deixar o dinheiro trabalhar por você” também precisam de uma economia em movimento. Para melhorar o desempenho das empresas e suas ações passarem a ser bem precificadas no mercado de capitais. Este é o ponto 1. O ponto 2 nos apresenta uma realidade dura. A quase paralisia da economia brasileira, em parte resultado da pandemia. Porém bem anterior a ela. O atual governo federal foi à Faria Lima mas, em vez de escutar os técnicos da área, preferiu dizer sim a um Chicago Boy oitentista, Paulo Guedes. Um banqueiro muito bem sucedido, mas sem nenhuma cancha (desculpem boleiros, mas vou pegar emprestada a sua palavra). Chegamos ao ponto 3: a política econômica. O Brasil não tem nenhum plano, estratégia ou sequer  pensamento que possa funcionar como eixo para melhorar a performance econômica nacional. Pela primeira vez na história deste país, um ministro da área – aliás, um superministro! – não apresentou uma única linha escrita ou sequer pensada para o crescimento econômico do país. Notem: não se mencionou aqui desenvolvimento social.  Só crescimento da economia, que enriquece ricos, alavancam bancos e consolidam no topo do ranking as classes que já estão lá.

 

Como vai o setor empresarial?

 

Uma retomada da economia pós-pandemia já era esperada e está prontinha para arrancar. Há uma demanda reprimida. Aliás, reprimidíssima. E em alguns setores existem os recursos necessários para o reaquecimento. Não são todos, obviamente. Mas os que estão prontos já podem ser os carros-chefes deste processo. Um exemplo? A indústria de motos. A Shineray do Brasil está acelerando o plano de lojas de fábrica, que prevê a instalação de operações próprias em todo o Brasil. Inclusive em Fortaleza.  Ontem mesmo, foi aberta a segunda unidade em Pernambuco, localizada no Recife. Até dezembro, serão inauguradas três lojas em São Paulo. Para o final do primeiro trimestre de 2022, está programada a ativação de operações em Salvador, Belo Horizonte, e a cearense. “Os resultados têm sido muito significativos e decidimos imprimir maior velocidade às ações, visando estar nas maiores praças do país com lojas próprias. Com isso, vamos poder atender de uma forma cada vez mais exclusiva aos nossos clientes e fãs”, disse à coluna agora de manhã o diretor de Supply Chain da Shineray do Brasil, Thomas Edson. Segundo o executivo, a expansão acontece após os bons resultados apresentados na primeira unidade própria, aberta em maio passado no Recife Outlet, em Moreno (Região Metropolitana da capital pernambucana). Essa operação foi instalada como loja-piloto do plano, que integra o planejamento estratégico para reposicionamento da marca.

 

 

Moto elétrica: o futuro chegou!

 

 

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Crédito; Divulgação

Thomas Edson, da Shineray, adianta que o plano de lojas de fábrica está focado em ampliar o mercado da montadora, incorporando cada vez mais os consumidores A e B. Vai funcionar também como vitrine para o programa de eletrificação da montadora. A novidade que sempre fica para o final da conversa é a melhor. Aderindo às políticas ESG, está lançando sua primeira moto elétrica – a SHE 3000 – e vai apresentar outros modelos ao longo de 2022. Os motores a combustão também terão espaço, com novidades como a Worker 125, voltada para serviços de delivery. Outro objetivo do plano é a diversificação dos canais de venda, com um mix de lojas próprias e parceiros (revendas e concessionárias). A estratégia é ofertar mais opções ao cliente e garantir, claro, musculatura para o crescimento da Shineray, a 3ª marca líder do setor de duas rodas no mercado nacional.

 

 

Seu condomínio chegou ao século 21?

 

O seu condomínio aderiu a práticas de ESG? Separa o lixo, pelo menos? Tem áreas verdes? Sabe lidar  com a diversidade? Se a resposta for não para todas as perguntas, que tal sugerir ao seu síndico que aprenda um pouco mais sobre essas questões? O Secovi São Paulo estará organizando o Encontro Nacional das Administradoras de Condomínios (Enacon), entre os dias 9 e 10 deste mês, em formato híbrido – presencial e online. Alguns dos assuntos mais relevantes da nossa vida cotidiana estarão na pauta. Diversidade, ESG (política de meio ambiente ) e LGPD (política de proteção de dados) aplicadas ao dia a dia das administradoras e dos condomínios, além de transformação digital, inovação, reputação nas redes sociais. Uma iniciativa necessária para um momento em que o mundo está dando os primeiros passos rumo à ‘normalidade pós-pandemia’. O objetivo do Enacon é audacioso: propõe-se a apresentar respostas diferentes aos questionamentos do setor, por meio de um temário abrangente e dirigido a empresários e profissionais de administradoras de imóveis e condomínios.

 

 

b4waste na COP-26?

 

Ontem falamos bastante sobre a como a discussão sobre clima e meio ambiente é importante no mundo. Na COP-26, porém, não estão apenas governos e organizações não governamentais. A B4Waste está lá. E por que? Por fazer parte de um seleto time de companhias que praticam ESG. Está em Glasgow apresentando seus negócios para líderes globais. A empresa figura entre as 20 iniciativas brasileiras selecionadas pelo IdeiaGov, hub de inovação aberta do Governo do Estado de São Paulo em parceria com o Connected Places Catapult, do Reino Unido. A b4waste  faz parte da Net Zero. E a tem como um dos principais pilares  para a redução da emissão de gás carbono. Na capital escocesa, está passando por uma jornada de mentorias para o fortalecimento de estratégias de colaboração com governos, outras companhias e terceiro setor. A meta é ampliar seu impacto e contribuir ainda mais para o combate às mudanças climáticas, na agenda Net Zero 2050.

 

 

Produção de alimentos é central

 

 

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Crédito: Daniel Neuman Luciano Kleiman E Hyung Jun Kim/ Divulgação

A produção e consumo de alimentos é um capítulo fundamental na questão climática. Toda a cadeia de valor dessa indústria tem procurado práticas inovadoras de cultivo, industrialização e valorização humana, como uma saída para a escassez diante das mudanças climáticas que se anunciam, impondo a inovação como questão de sobrevivência. Nesse sentido, a empresa se apresenta para além uma solução de consumo e economia. Quer quebrar um ciclo de desperdício e, no seu lugar, gerar iniciativas sustentáveis levando prosperidade para a mais importante cadeia produtiva do planeta. À coluna, Daniel Newman, um dos diretores, diz que a solução é bem simples: b4waste é um aplicativo que une os estabelecimentos que precisam encontrar um destino para produtos próximos da sua data de vencimento, e o consumidor, que vai comprar de forma sustentável marcas de prestígio com descontos de, no mínimo, 50%. O app é totalmente gratuito. Além de Newman que é fundador da The Gourmet Tea, estão por trás dessa ideia, os empresários Luciano Kleiman, ex-CEO da Grand Cru e com passagens pela Adidas e Birkenstock, e Hyung Jun Kim, startuper  da venture capital alemã Rocket Internet.

 

 

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