A porta de entrada do tal do investimento

Por Ana Cristina Cavalcante - Em 27 de outubro de 2021

Sonho da casa própria é coisa de baby boomer

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O brasileiro não tem expertise em investimentos. Não os megainvestidores. Estes, sim, sabem fazer o seu dinheiro trabalhar sozinho e voltar bem crescidinho para seus bolsos. A constatação vale para uma parcela significativa da população que começa a perceber que guardar um pedacinho do seu orçamento, mês a mês, pode representar alguma segurança no futuro. Ou, quem sabe, garantir a compra de um bem. Mas essa realidade é muito incipiente no Brasil. Uma economia  dependente da massa salarial e do consumo das famílias para girar. Quem ainda tem algum saldo, depois de pagar as contas, mas não perdeu perdeu o medo faz o quê? Poupança! Ou vai em busca da compra do imóvel. Para morar, alugar ou apenas proteger seus recursos. O sonho de muitos é a casa própria, financiada em anos e anos a perder de vista. No Brasil do século 20, tempo dos baby boomers, 10 entre 10 seres humanos habitantes deste país tinham essa meta de vida. Nosso american dream. Induzidos ao patrimonialismo, para a estabilidade que cabe no salário pago pela CLT. Hoje, a realidade é totalmente outra.

Porta e cesto de ovos

Mudou o século, ficou a prática com algumas mudanças relevantes. Este way of life  remanescente leva grande parte dos investidores a buscarem a porta mais próxima. Literalmente! Se já tem seu imóvel, vão aplicar em fundos imobiliários. Seguro? Claro que sim! Rentável? Nem tanto. Dois grandes argumentos em favor dos FI são o pequeno risco e a gestão dos recursos que estão guardados neles. Administram FI marcas sólidas que podem ser um fundo de pensão,  corretora ou banco. A boa notícia é: ir além é possível. Sabe como? Montando uma carteira diversificada. A fórmula mágica é conhecida de todos desde o tempo em que não era de bom tom “colocar todos os ovos no mesmo cesto”. Regrinha: divida seus investimento em três partes: os de risco, os conservadores e, entre os dois, os de liquidez. Afinal, todos estamos sujeitos a emergências e imprevistos. Acrescente ao seu portfólio, uma previdência privada também.

A mágica da educação financeira

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Como saber que ovos colocar em cada cesto? Estudando! Não servem Medicina, Direito ou Engenharia. Um pouco de Matemática, talvez. Num cenário em que cada vez mais o trabalho ocupa o espaço do emprego, saber investir é mágica. Seja para acontecimentos econômicos milionários, seja para aplicativos de entrega ou carona. Abrir um negócio requer capital. Ser “PJ” demanda planejamento e produtividade. A educação financeira é a primeira providência a ser tomada para transformar em investidores sagazes gente que guarda dinheiro debaixo do colchão ou precisa prover o dia seguinte. É preciso começar cedo. De preferência já na educação infantil. A relação com o dinheiro, a prática da negociação, o ganha-ganha, o olhar para um futuro próximo em que a iniciativa é individual e não mais coletiva. Algumas fintechs e corretoras já atentaram para esse movimento e criam, quase diariamente, novos canais em que ensinam as pessoas a investir. Do Instagram ao TikTok. Do Facebook às lives e conteúdos no Youtube. Até nos parcos caracteres do Twitter. Virou um filão. Um negócio. E assim será mais e mais. Oportunidades e tendências pairam no ar. Pega quem for atento. Quem não é, pode aprender. Esta é a finalidade essencial da educação financeira.

Por falar nisso…

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Hoje tem reunião do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central. A aposta do mercado, adiantada pela coluna, fica entre 1,25% e 1,50%. A estimativa para a Selic está entre 7,25% e 7,75%. O fechamento do ano deve ter juros de dois dígitos. A PEC dos Precatórios pode ir ao Plenário da Câmara dos Deputados hoje. O Banco Central também pode divulgar ao longo do dia dados sobre a oferta de títulos públicos. Isto tem repercussão na renda fixa. E, por fim, grandes empresas divulgam seus balanços nesta quarta-feira. A conferir. Na torcida para que seus investimentos se multipliquem e a riqueza brasileira seja melhor distribuída.

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