Rumo ao Hexa
Brasil encara a Noruega e tenta quebrar tabu histórico por vaga nas quartas
Por Fernando Benevides - Última Atualização 6 de julho de 2026
Seleção enfrenta neste domingo o único adversário que jamais conseguiu vencer em mais de um confronto; duelo vale classificação para as quartas de final da Copa do Mundo

Seleção Brasileira na Copa 2026. Foto: CBF|Divulgação
O Brasil entra em campo neste domingo (5), às 17h, contra a Noruega, no Estádio de Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, carregando um dado raro em sua história: a seleção escandinava é a única adversária que enfrentou o Brasil mais de uma vez e jamais foi derrotada pela equipe pentacampeã mundial.
Ao todo, foram quatro confrontos entre Brasil e Noruega, com duas vitórias norueguesas e dois empates. O retrospecto transforma o duelo deste domingo em mais do que uma partida de mata-mata. Para a Seleção, vencer significa avançar às quartas de final e, ao mesmo tempo, encerrar um tabu que atravessa quase quatro décadas.
O vencedor de Brasil x Noruega enfrentará, na próxima fase, quem avançar de México x Inglaterra. Em uma Copa marcada pelo equilíbrio, a partida coloca frente a frente o peso histórico da camisa brasileira e a força de uma geração norueguesa liderada por Erling Haaland e Martin Ødegaard.
O tabu que atravessa gerações
O primeiro encontro entre Brasil e Noruega aconteceu em 1988, com empate por 1 a 1. Nove anos depois, em 1997, os noruegueses venceram por 4 a 2 em amistoso que antecedeu a Copa da França.
O confronto mais lembrado veio justamente no Mundial de 1998. Mesmo com uma equipe estrelada, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega na fase de grupos. O resultado não impediu a classificação brasileira, mas entrou para a memória como uma das vitórias mais marcantes da história do futebol norueguês.
O último duelo ocorreu em 2006, novamente com empate por 1 a 1. Desde então, as duas seleções não voltaram a se enfrentar. Agora, o reencontro acontece no cenário de maior pressão possível: uma partida eliminatória de Copa do Mundo.
Haaland é o centro da preocupação
O principal desafio brasileiro será neutralizar Erling Haaland. O atacante chega como referência ofensiva da Noruega e representa uma ameaça constante em transições rápidas, bolas longas e jogadas dentro da área.
Mais do que marcar o camisa 9 individualmente, a Seleção precisará impedir que a Noruega consiga abastecê-lo em boas condições. Reduzir os espaços para Ødegaard criar e cortar as linhas de passe em direção a Haaland será parte essencial do plano brasileiro.
A força física da Noruega também exige atenção. A equipe escandinava costuma competir bem em duelos aéreos, protege a área com intensidade e busca acelerar quando recupera a bola. Contra esse perfil, o Brasil precisará combinar paciência, circulação rápida e precisão no último passe.
Brasil aposta na superioridade técnica
Do lado brasileiro, a expectativa recai sobre a capacidade de desequilíbrio de Neymar e Vini Jr. A presença dos dois amplia o repertório ofensivo da Seleção e oferece alternativas para quebrar um sistema defensivo que deve atuar de forma compacta.
Raphinha também aparece como peça importante para o decorrer da partida. Ainda que não comece necessariamente entre os titulares, o atacante pode ser utilizado no segundo tempo para aumentar a velocidade pelos lados e explorar eventuais espaços deixados pela defesa norueguesa.
Carlo Ancelotti sabe que o mata-mata costuma premiar equipes maduras. O Brasil terá de controlar o ritmo, evitar perdas perigosas no meio-campo e transformar sua superioridade técnica em eficiência. Contra uma seleção organizada e perigosa, favoritismo só se confirma com concentração.
Um jogo de futebol e de memória
O retrospecto contra a Noruega não decide o jogo, mas pesa no imaginário. Em Copas do Mundo, narrativas históricas ajudam a moldar o ambiente emocional das partidas. Para o Brasil, há uma oportunidade dupla: seguir vivo na busca pelo hexacampeonato e derrubar uma marca incômoda em sua trajetória.
A Noruega, por sua vez, chega ao duelo sem carregar o peso da obrigação, mas com a confiança de quem historicamente soube competir contra a Seleção. A combinação entre organização tática, força física e talento ofensivo faz do adversário um teste real para as ambições brasileiras.
O que está em jogo
- Competição: Copa do Mundo 2026
- Fase: oitavas de final
- Jogo: Brasil x Noruega
- Data: domingo, 5 de julho
- Horário: 17h, de Brasília
- Local: Estádio de Nova Jersey
- Próximo adversário: México ou Inglaterra
Retrospecto Brasil x Noruega
- 1988: Noruega 1 x 1 Brasil
- 1997: Noruega 4 x 2 Brasil
- 1998: Brasil 1 x 2 Noruega
- 2006: Brasil 1 x 1 Noruega
Leitura IN
Brasil x Noruega reúne todos os ingredientes de um grande mata-mata: favoritismo, pressão, tabu histórico e um adversário com força suficiente para punir qualquer desconcentração. A Seleção tem mais talento, mais repertório e mais tradição. Mas, diante do único rival que nunca conseguiu vencer em múltiplos encontros, precisará transformar superioridade em controle, eficiência e classificação.
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