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Acordo Mercosul-UE abre mercado ao agro, mas impacto não é uniforme

Por Redação - Em 03/02/2026 às 12:01 AM

Pelos termos do tratado, a liberalização tarifária será gradual e favorecerá produtos com maior valor agregado, como cafés especiais, sucos, frutas e carnes premium

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia tende a elevar a competitividade do agronegócio brasileiro ao reduzir tarifas e ampliar o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo. Os efeitos, porém, não serão uniformes e dependem do ritmo de implementação, das cotas negociadas e do atendimento a exigências ambientais e sanitárias.

Pelos termos do tratado, a liberalização tarifária será gradual e favorecerá produtos com maior valor agregado, como cafés especiais, sucos, frutas e carnes premium. A expectativa do setor é de melhora de margens e maior previsibilidade comercial, com regras mais estáveis para exportadores que já operam na Europa.

Ao mesmo tempo, segmentos sensíveis enfrentarão limites. Parte dos embarques ficará sujeita a cotas e prazos de transição, o que reduz o impacto imediato em volumes. Além disso, as contrapartidas do acordo reforçam padrões de rastreabilidade, sustentabilidade e controle sanitário, exigindo investimentos adicionais ao longo das cadeias produtivas.

Especialistas avaliam que os maiores ganhos virão no médio prazo, à medida que empresas se adaptem às normas europeias e ampliem a oferta de produtos diferenciados. Para o agro brasileiro, o acordo abre oportunidades relevantes, mas o resultado final dependerá da execução do tratado e da capacidade de competir em qualidade, conformidade e valor agregado.

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