desenvolvimento econômico

Agenda ESG ganha protagonismo na discussão sobre indústria sustentável

Por Marcelo Cabral - Em 11/03/2026 às 5:49 PM

O avanço das certificações ambientais e das práticas de governança voltadas à sustentabilidade foi  o tema central da palestra ‘Cases ESG: Principais conceitos e ações relacionadas ao desenvolvimento industrial sustentável’, realizada nesta terça-feira (10) na Feira da Indústria FIEC, realizada no Centro de Eventos do Ceará (CEC). O encontro reuniu lideranças empresariais e especialistas que falaram sobre como a adoção de indicadores ambientais contribui para fortalecer a competitividade das empresas.

Alcileia Farias explicou a relevância do Selo ESG-FIEC às empresas cearenses             Fotos: Gecom/FIEC

Entre os participantes estavam o ex-presidente da FIEC, Beto Studart; o presidente do Nutec, Francisco Magalhães; o empresário Aderito Sequeira Praça, além de executivos da indústria cearense. O debate foi moderado pelo gerente de Desenvolvimento Sustentável da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Joaquim Rolim.

Durante a conversa, Rolim destacou o crescimento da adesão ao programa de certificação ESG da entidade, implantado pelo presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, para estimular práticas  responsáveis e mensuráveis. “Importante sabermos utilizar os recursos naturais de forma a garantir que as futuras gerações também tenham acesso a eles. O programa já conta com 33 empresas participantes, sendo dez classificadas com nota A em sustentabilidade e desempenho ambiental”, disse.

A gerente do Núcleo ESG da FIEC, Alcileia Farias, ressaltou o papel da certificação como instrumento de credibilidade para organizações que buscam consolidar suas práticas sustentáveis no mercado global. A entidade firmou parceria com a certificadora internacional Bureau Veritas para garantir maior transparência e imparcialidade na emissão do Selo ESG-FIEC. “O processo fortalece a confiabilidade das informações apresentadas pelas empresas. O objetivo não é apenas afirmar que uma organização é sustentável, mas comprovar esse compromisso por meio de auditorias independentes”, afirmou.

De acordo com Alcileia, o selo ESG da FIEC avalia 74 indicadores distribuídos entre os pilares ambiental, social e de governança. Empresas que atingem mais de 80% dos critérios estabelecidos podem alcançar certificação de alto nível, demonstrando maturidade na implementação de práticas sustentáveis. “Não basta afirmar que a empresa é sustentável. É preciso demonstrar quem auditou, quais indicadores foram avaliados e qual o nível de alinhamento com a agenda”, concluiu.

Competitividade industrial

Victor Praça destacou o sistema de gestão ambiental da Durametal

A experiência da indústria também foi apresentada durante o painel. O diretor da Durametal, Victor Praça, destacou que a agenda ESG da empresa começou antes mesmo da popularização do conceito, com a implantação de um sistema de gestão ambiental em 2007.

“Atualmente, cerca de 85% do material utilizado na produção é proveniente de sucata reciclada, o que contribui para reduzir o impacto ambiental da operação. Além disso, a indústria passou a utilizar energia certificada com emissão zero, o que permitiu neutralizar o chamado Escopo 2 do inventário de gases de efeito estufa”, detalhou.

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